Política

NOVA LEI

Projeto que amplia licença-paternidade para 30 dias pode ser votado próxima semana

Texto proposto deputado Pedro Campos (PSB-PE) amplia o período atual da lincença de cinco para até 30 dias, com aplicação gradual.

Por Redação

31 de outubro de 2025 às 11:20 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O Projeto de Lei 3935/08, apresentado pelo deputado Pedro Campos, visa regulamentar a licença-paternidade no Brasil.
  • A licença atual de cinco dias será ampliada gradualmente para até 30 dias até 2031.
  • O projeto cria o salário-paternidade no INSS, semelhante ao salário-maternidade.
  • Inclui estabilidade no emprego por 30 dias após o retorno e estende benefícios a pais adotantes.
  • Em caso de falecimento da mãe, o pai poderá ter até 120 dias de afastamento.
  • Custeio pelo Regime Geral de Previdência Social, com impacto fiscal estimado em R$ 2,2 bilhões no primeiro ano.
  • A medida visa promover a igualdade de gênero e apoiar a saúde mental pós-parto.

Câmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O líder do PSB na Câmara, deputado Pedro Campos (PSB-PE), apresentou nesta quinta-feira (30), ao Colégio de Líderes o relatório ao Projeto de Lei 3935/08, que regulamenta a licença-paternidade no Brasil. Atualmente limitada a cinco dias, a licença será ampliada para até 30 dias. Segundo o deputado, o projeto poderá ser votado no Plenário na próxima semana.

 Câmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos DeputadosCâmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados   

“A proposta reconhece que o cuidado com os filhos não é responsabilidade exclusiva das mulheres. Nossa proposta valoriza a presença do pai desde os primeiros dias de vida da criança e corrige uma desigualdade histórica na legislação trabalhista”, justificou o relator.

 Deputado federal Pedro Campos (PSB-PE). Foto: Marina Ramos / Câmara dos DeputadosDeputado federal Pedro Campos (PSB-PE). Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados   

Principais mudanças

O texto proposto por Pedro Campos amplia o período atual de cinco para até 30 dias, com aplicação gradual: começa com dez dias no primeiro ano e aumenta cinco dias a cada ano, até atingir o limite em 2031. O relatório regulamenta definitivamente a licença-paternidade na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e cria o salário-paternidade no INSS, com as mesmas regras do salário-maternidade.

O texto também garante estabilidade no emprego por 30 dias após o retorno do trabalhador, estende o benefício a pais adotantes e assegura até 120 dias de afastamento ao pai em caso de falecimento da mãe da criança. Todo o custeio será feito pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), sem repasse de encargos às empresas. O impacto fiscal líquido estimado é de R$ 2,2 bilhões no primeiro ano, chegando a R$ 6,5 bilhões no último.

A líder da bancada das mulheres, deputada Jack Rocha (PT-ES), destacou que o texto trata de uma política pública extremamente importante neste momento em que se vê o aumento da depressão pós-parto, que atinge uma a cada quatro mulheres no Brasil. 

“Não falamos só de vínculo paterno, mas que cidadãos possam cumprir sua paternidade com equilíbrio”, ponderou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias