Coluna Lugar de Fala
03 de dezembro de 2025 às 12:00 ▪ Atualizado há 2 meses
Internacional da Pessoa com Deficiência foi instituído pela ONU em 1992 e promove a inclusão e o esclarecimento sobre o tema. A cada ano, um tema é apresentado para focar a luta. Este ano, “Promover sociedades inclusivas para pessoas com deficiência para avançar no progresso social”, vem para lembrar que um índice claro de sociedade equilibrada é a forma como trata seus PCDs. A cidadania só é completa quando todos os cidadãos e cidadãs são abraçados igualmente.
Inclusão é sinal de sociedade equilibrada. Imagem: Internet
Entre as datas relevantes, o Dia do(a) Delegado(a) de Polícia, que tem a espinhosa missão de conduzir investigações, elaborar inquéritos que vão fornecer provas sobre crimes, prender bandidos. Também tem situações que uma boa conversa, mediada com a ponderação da autoridade, é o suficiente para resolver alguma questão mais simples. É um braço importante da estrutura pública institucional para fazer valer a legislação. Homens e Mulheres da lei, que protegem a sociedade e mantém a ordem. Parabéns!
Começa hoje a 19ª edição do Festival de Cinema dos Sertões. Concentrado na Cidade Cenográfica, em Floriano, o evento movimenta o audiovisual com curtas e longametragens. Iniciando sempre às 19h, animação, ficção e documentário são os gêneros exibidos em Mostras, inclusive competitiva. O troféu Cacto de Ouro está em disputa. Na parte da tarde, sempre a partir de 14h, oficinas e laboratórios sobre a arte de fazer filmes. O Grupo Escalet conduz o festival. Leia-se, César Crispim e equipe.

O publicitário e roteirista, Manoel Ciríaco, escreveu um longo texto (bem escrito) e publicou em seu perfil no facebook. O redator narra suas agruras com o mercado e, especialmente, sobre um contrato recente para finalizar o roteiro de um longa. Pelo valor mencionado do filme, R$ 1,5 milhão, certamente ainda é da LPG – Lei Paulo Gustavo, que aportou verba de R$ 75 milhões para o Piauí. Ciríaco quer só a sua parte, que ficou acertada em R$ 16 mil e está com o prazo vencido para a quitação. Entretanto, recebeu pouco mais da metade, R$ 8,5 mil.
Manoel Ciríaco também é poeta. Foto: reprodução redes sociais
Para piorar as coisas, o total restante, R$ 7,5 mil, entrou em negociação. Para encerrar o caso, a produtora quer abater R$ 3 mil. O artista vive no fio da navalha. O relato do roteirista revela o lado indigno dos bastidores do cinema piauiense. Profissionais desvalorizados. Com valores muito abaixo do mercado. Repasses atrasados. E ainda querem negociar para abater o saldo devedor. Quem vê um cena bem construída na tela, não imagina o que passa quem a criou.

Por falar em verba pública e atraso, estão nos cofres públicos desde outubro, R$ 100.091.586,02 (cem milhões, noventa e um mil, quinhentos e oitenta e seis reais e dois centavos). São mais de 40 dias paradinhos. Até agora, nenhum sinal de movimentação da Secult sobre lançamento de edital. Faltando pouco mais de vinte dias para terminar o ano, quem sabe venha como presente de fim de ano. A gestão cultural sabe que ia receber o valor desde maio. Por que não preparou os editais antes?

O fuxico cultural que mais tem reverberado circula em torno das indicações para compor o Conselho Estadual de Cultura. Uma fonte revelou que os três indicados pela Assembleia Legislativa do Piauí já estão selecionados. Depois de repetir a mesma trinca há muitos mandatos, este ano deve vir com uma novidade. Os indicados do Governo do Piauí estão sob total mistério. Sabe-se que tem conselheiro que não quer mais voltar. Sem o apoio dos artistas, está ciente que vai ser um mandato tumultuado e bem constrangedor.
Imagem do CEC, na Vermelha, em The. Foto: Internet
No mercado das especulações, vários nomes circulam, mas não há um consenso. Ambiente com muitas arestas, a política cultural recente deixou cicatrizes. As constantes mudanças de secretário desestabilizaram as relações. Teve conselheira que fez campanha contra o atual gestor, Rodrigo Amorim. Antes dele assumir. Com abaixo-assinado virtual, promoveu uma crise em meio a crise dos gestores. Em seis meses, três nomes diferentes. A mesma que foi contrária, acabou homenageando o gestor que ela fez campanha contra com medalha do conselho. Quem entende como bajulação, talvez não perceba que é jogada para tentar ser indicada via governo, que passa pelo crivo do deputado Fábio Novo.
Segundo o apurado, a conselheira em questão conseguiu arrumar treta com a maior parte de seus pares, criando um ambiente instável. Sem chances de entrar pela parte que cabe às entidades da sociedade civil, que representa os artistas, só resta ser indicada pelo governo. A coluna apurou que a concorrência este ano tornou-se profissional. Foi montada estrutura para a articulação com os CNPJs culturais que podem votar. Um dos concorrentes, falou-me pessoalmente que vai mostrar à tal conselheira que pelas entidades ela não entra. E saiu batendo no peito.
Enquanto isso, a maior parte dos artistas é contra a eleição, mais uma vez, do Conselho Estadual de Cultura, no modelo que não atende às expectativas de uma gestão moderna. Sem poder inferir em nada na política cultural, o CEC é símbolo de despesa ao estado. Não tem nenhuma resolutividade. A classe artística sonha e almeja com a instalação do Conselho Estadual de Política Cultural. Inclusive o Minc também quer e recomenda a Secult que o faça. Pelo visto, não há interesse em mudar e avançar positivamente.
Diante do impasse, um grupo mais organizado está preparando medidas para mostrar seus descontentamento. Sem abertura para o diálogo com o poder público, vão acionar as medidas cabíveis para chamar a atenção das autoridades do setor. Enquanto isso, as pessoas ligadas ao Ministério da Cultura ignoram os apelos dos artistas. O pior, deveriam fazer um esforço para a implantação de um conselho transparente e deliberativo. A falta de desinteresse talvez justifique a frase cunhada pelo escritor Aci Campelo. Segundo ele, estamos vivendo uma verdadeira “Ditadura Cultural”.
*** Texto escrito por colaborador externo. As opiniões nele contidas não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.
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