Coluna Lugar de Fala
26 de novembro de 2025 às 11:31 ▪ Atualizado há 2 meses
Finalizando a temporada 2025, a cantora e compositora Tauana Queiroz apresenta seu repertório autoral. Percussionista, traz em suas canções a força dos ritmos ligados à nossa identidade cultural originária, às 19h. Em seguida, a banda Cochá fecha a noite com reggae. O Corisco na Chapada, que nasceu em Teresina, hoje está radicado no litoral. O ritmo combina mesmo com praia, maresia e afins. Retomado em 13 de agosto após 4 anos, é hora de descansar e preparar-se para 2026.

Do que eu vi e acompanhei, pesquisando com outros consumidores da política pública, o Boca precisa de ajustes para manter o público interessado. As uniões entre artistas que se apresentam no mesmo dia tem que ser mais criteriosas para manter alguma harmonia. É condição fundamental. Houve dias estourados e houve dias que não foi quase ninguém. Em seus áureos tempos, era casa lotada em toda edição. Aliás, a queda de público nas atrações culturais é algo que precisa ser estudado e debatido.
Nascido em 13 de agosto de 1997, idealizado por Adélia Lima, o Boca da Noite foi e é uma das mais vigorosas políticas de circulação de bens culturais musicais do Piauí. Com obrigação de apresentar pelo menos 60% de produção autoral, planta a valorização do que é nosso. Os critérios de seleção carecem de mais transparência. A fim de desviar as desconfianças de beneficiamento, privilégios e direcionamento no processo seletivo. Trazendo os mesmos que estão nas apresentações em ações da Secult, sem curadoria que a justifique. A prioridade de alinhamento político fala mais forte.
A Secult está dando de olé na programação natalina. Em sua diversidade de atrações e intensa programação, oferta mais oportunidades de lazer e cultura aos teresinenses. O público corresponde comparecendo quando o artista é de qualidade e tem capilaridade popular. Quando não, fica o corredor que separa a parte alta da parte baixa da P2 completamente vazio. Bem desafiador para o artista. A fuga da plateia precisa vir a debate. As soluções existem, mas precisam ser ponderadas.
Promovido pela Secult, Zeca Baleiro levou um bom público à P2. Foto: divulgação
A Fundação Cultural Monsenhor Chaves vai correndo atrás. O prefeito lançou a iluminação pública natalina, que toma a Avenida Frei Serafim. Uma imensa e bela árvore de Natal com 30 metros foi fincada quase no cruzamento com a Miguel Rosa. Após, a FCMC divulgou uma programação de atrações na avenida, mas não diz onde exatamente, no card. Aí a gente começa a querer adivinhar. Só pode ser perto da árvore. O maior presente natalino aos artistas seria a revitalização da Lei A. Tito Filho, que fomenta a produção de bens com investimento municipal.
Árvore natalina da FMC na Frei Serafim. Foto: divulgação
Quando eu chamo a FCMC de Fundação Musical de Teresina, acham ruim. Mas é verdade. Lembram dos festivais mantidos anteriormente pelo órgão? Tinha de teatro, de vídeo, de dança e de bandas. Quando se prioriza só uma linguagem dá nisso. Todas as outras sufocadas e sem expectativa de retorno das políticas de circulação, mas o Festival de Bandas começa hoje, segue amanhã e vai até sexta com apresentação de quase 20 grupos musicais diferentes, no Palácio da Música. Sempre às 18h, com entrada franca.

A Escola de Música Possidônio Queiroz dá início hoje um concorrido workshop. Ministrado pelo Maestro Marconi Araújo. O Belting Contemporâneo vem atualizar as cantoras e cantores piauienses com as técnicas para repertório popular e preparação de cantores para teatro musical. Até o dia 29, uma boa oportunidade para adensar a pedagogia do canto e as técnicas de direção musical. O artista é um renovador do conhecimento que afina a emissão das pregas vocais.

A Câmara dos Deputados realiza hoje audiência pública para apresentação do projeto de Lei Nº 5894, que traz o Plano Nacional de Cultura. A Comissão de Cultura da casa, conduzida pela deputada Denise Pessôa (PT/RS), vai apresentar em detalhes a construção das políticas para os próximos 10 anos pelo governo federal. Com participação de autoridades do Ministério da Cultura e representantes da sociedade civil, o PNC vai orientar o futuro do segmento. Transmissão pelo site camara.leg.br
O presidente Lula cumpre mais uma promessa de campanha. Hoje, o chefe do executivo vai sancionar a lei que isenta os brasileiros que recebem até R$ 5 mil mensais. Os contribuintes que ganham até R$ 7.500,00 por mês também vão receber dedução diferenciada para a declaração do Imposto de Renda. Ao todo, cerca de 25 milhões de cidadãos serão beneficiados com a nova legislação, em 2026. Por outro lado, quem ganha acima de R$ 600 mil/ano, passa a pagar mais. Numa tabela progressiva que começa com 10%.

Sobre ontem, houve quem contestasse os números recentes de feminicídio publicados na coluna. Nossa referência é a própria SSP-PI, que trabalha com estatísticas confirmadas, que demoram mais tempo. Outras aferições são feitas pela sociedade civil e são mais contundentes nos critérios. Por exemplo, há casos que a Justiça entende a tipificação penal como homicídio qualificado e as entidades apontam feminicídio. No final, até ir para o Atlas da Violência, as verificações podem dar números diferentes.
Em relação aos números específicos de feminicídios do ano de 2025, a estatística que trouxemos ontem é o oficial da Secretaria de Segurança Pública até março deste ano, que fechou em 18. Na pesquisa levantada pelas ONGs, os números de 2025 até ontem, apontavam para o dobro, 36. De uma forma ou de outra, a violência mantém a quantidade de crimes muito parecida de um ano para o outro. Com exceção de 2024, que houve uma explosão de assassinatos de mulheres não apenas no Piauí, mas em todo o Brasil. Fenômeno que ainda precisa ser melhor estudado.
*** Texto escrito por colaborador externo. As opiniões nele contidas não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.
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