Coluna Lugar de Fala
27 de novembro de 2025 às 10:52 ▪ Atualizado há 2 meses
Nacional de Combate ao Câncer e do Câncer de Mama – um está inserido no outro, mas o de mama é mais recorrente no mundo. No Brasil é o de pele não melanoma, em seguida, o de mama. E depois o de próstata. Por sinal, estamos no Novembro Azul, que promove os cuidados e atenção à saúde do homem. Leve o precioso... (entendedores...). Todos, se diagnosticados precocemente, são reversíveis. O que prova que a mais eficiente das medicinas é a preventiva.
No calendário dos santos católicos, N. S. Das Graças. Data celebrada mundialmente pelas manifestações da Virgem Maria a Santa Catarina Labouré, em Paris, a partir de 1830. Afirmou receber o pedido direto da virgem para fundar a Juventude Mariana Vicentina, que difunde a Medalha Milagrosa (dá um google). Faleceu em 1876. Seu corpo foi exumado quase 60 anos depois e encontrado incorrupto. Está exposto até hoje na capela da sua ordem, Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, na Rue de Bac, 140, Paris. Mesmo local onde aconteceram os fenômenos.
Representação artística da manifestação na Rue Bac. Foto: divulgação
Aqui a gente passa batido e a data não permeia na prática o nosso calendário. Porém, o Dia Mundial de Ação de Graças faz parar os EUA e Canadá. A efeméride tem mobilidade e acontece na variação da 4ª quarta-feira de novembro. Devemos agradecer todos os dias. Não tem dia certo para isso. Aliás, tem. É sempre. Ter gratidão é motor energético que renova as células e a esperança na constante evolução. Nada se perde. Tudo é aprendizado. Tudo é ganho. Gratidão!
Neste sábado, 29, Teresina assume o protagonismo brasileiro do ritmo que bota todo mundo para dançar. A partir das 19h, a Central de Artesanato abre os portões para mais uma edição do Circuito Nacional de Reggae. O obstinado Nildo Viana, liderando uma equipe de devotados colaboradores, traz uma plêiade de astros e estrelas, numa programação que vai da boca da noite do sábado até o romper do dia de domingo. São dezenas de atrações entre bandas, cantores, cantoras, DJ’s e suas radiolas maravilhosas.

Ele não sabia até hoje, mas desde o primeiro dia que botei os olhos nele, veio a imagem de típico asceta indiano. Daqueles que vivem às margens do Ganges, pintados com cinzas, esquálidos e praticando seus sutras, mudras e demais mistérios que povoam o Oriente. O comandante da banda Alma Roots é um típico guerreiro que enfrenta grandes batalhas em condições desiguais, mas com galhardia que supera todos os obstáculos. Tornou-se o ponto de convergência do circuito alternativo ao realizar um dos eventos mais considerados pelos artistas e produtores do segmento, chamando a atenção do Brasil.
Nildo Viana, idealizador do Circuito Nacional de Reggae. Foto: divulgação
Alberto D’Ascola, 48 anos, nasceu italiano. Fundou sua primeira banda de reggae aos 15 anos. Mudou-se para Jamaica em 2001, onde integrou-se a fonte do ritmo, fazendo sucesso até entre a velha guarda. Stena, como era conhecido no começo, é uma das maiores autoridades mundias contemporâneas do reggae. O artista acumula hits. Neste sábado, vamos ouvir a plateia cantando em coro, em alto e bom som: “Herbalist”, “Kingston Town”, “Still Blazing”. Será que vai homenagear Jimmy Cliff? Curiosidade da atração internacional desta edição: já produziu Shakira.
Alboroise, o italiano que comanda o ritmo da Jamaica no mundo. Foto: divulgação
Nildo tem visão ampla e vai dialogando com as gerações, cultivando amizade e reforçando a edificação de um movimento centrado em respeito e admiração a quem realmente faz parte do ritmo de Jah. Neste sábado, o line up do CNR traz um representante da velha guarda do reggae piauiense. Depois de longos anos, sobe ao palco em público, Badu Dexavar. Autor de vários hits locais, que estão na memória de fãs que vão relembrar. O compositor é um cronista social que escreve vivências pela cidade e faz homenagens às verdadeiras fontes do reggae. Imperdível.
Badu retorna aos palcos com banda. Foto: reprodução redes sociais
Intercalando uma banda ou uma apresentação solo, as responsáveis pelo desembarque do reggae roots via Ilha do Amor, as fantásticas radiolas. São Luís foi a porta de acesso que expandiu o ritmo pelo Brasil. Pelas mãos de Riba Macedo, que botou para tocar o primeiro bolachão ainda na década de 70, o contágio do balanço malemolente envolveu a todos. DJ’s como Frank Roots, Ivan Lima (Buraco Negro), GD Som, entre outros, vão temperar com a seleção das melhores pedras.

Irmãos Bezerra (Rosário, Dimas, Fifi e Assis), que também são guardiões do ritmo jamaicano pelas paragens piauienses há muitos anos, sobem ao palco representando a velha guarda, que reverencia a essência do festival. Jamile Jah, Danilo Rudah, Ed Ras, King Moses, Galvão Júnior, DJ PTK, entre outras atrações estão confirmadas para este sábado. Agora é preparar-se fisicamente para a maratona de good vibes e as mais belas canções a embalar a juventude que não tem idade. Restam poucos ingressos.

Hoje, o músico Machado Júnior promove a noite com seus convidados dentro da programação natalina da Secult. No palco da P2, até a jornalista Aline Moreira (grupo Cidade Verde) está entre os cantores que juntam-se para arrecadar donativos para o Arte Toca Gente – que serão distribuídos à Rede Feminina de Combate ao Câncer, Abrigo São Lucas e Casa São José. A dica é doar pelo menos 1 Kg de alimento não-perecível. Sal não vale. Lázaro do Piauí, Duda Di, Ostiga Júnior, Gonzaga Lu entre outros encontram-se a partir das 20h.
Um pouquinho antes, às 19h30, o palco é outro. Ou melhor, o picadeiro. A lona armada na Praça Pedro II, onde acontece o Festival de Circo, “Os Saltimbancos” vai fazer a plateia se divertir com as palhaçadas e acrobacias da trupe comandada por Frank Mamu, que começou com teatro de bonecos. Há mais de 30 anos em atividade, a Escola de Circo Zoin vem resistindo com a linguagem que mantém-se firme há milênios. Crianças menores de 12 anos, PCDs, alunos e professores têm entrada franca, mas devem tirar o ingresso antes. Os demais, apenas R$ 20 reais. Pode ser comprado no local ou pelo Sympla.
Frank Mamu, um dos pioneiros da organização do Circo no Piauí. Foto: reprodução redes sociais
*** Texto escrito por colaborador externo. As opiniões nele contidas não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.
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