Política

DIREITO E JUSTIÇA

CCJ da Câmara aprova PL que obriga condenado a pagar tornozeleira eletrônica

Como foi alterado pela Câmara dos Deputados, o projeto deverá voltar para nova análise no Senado.

Por Redação

09 de outubro de 2025 às 10:02 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou um projeto que altera a Lei de Execução Penal.
  • Os condenados deverão pagar pelos custos do monitoramento eletrônico.
  • Custos serão descontados do trabalho prisional, exceto para presos sem condições financeiras.
  • O projeto é uma versão consolidada de 21 iniciativas e é de autoria do Senado.
  • Relatora do projeto: Deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).
  • Valores pagos serão depositados em conta judicial e destinados ao Fundo Penitenciário Nacional.
  • Em caso de absolvição, os valores serão devolvidos ao preso.
  • Condenados devem devolver a tornozeleira em bom estado.
  • Projeto retornará ao Senado para nova análise.

Tonozeleira eletrônica. Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom SSPS
Tonozeleira eletrônica. Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom SSPS

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que modifica a Lei de Execução Penal para determinar que os condenados arquem com as despesas do monitoramento eletrônico.

 Tonozeleira eletrônica. Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom SSPSTonozeleira eletrônica. Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom SSPS   

Conforme o texto aprovado, os custos poderão ser descontados da remuneração obtida por trabalho dentro do sistema prisional. Apenas os presos comprovadamente sem condições financeiras ficarão isentos do pagamento.

A proposta aprovada segue a versão da Comissão de Finanças e Tributação para o Projeto de Lei 8806/17, de autoria do Senado, incorporando outras 21 iniciativas sobre o mesmo tema. A relatora foi a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

“O substitutivo da Comissão de Finanças e Tributação condensa em um único texto as contribuições dos diversos projetos em análise, propondo, ainda, inovações legislativas”, destacou Laura Carneiro no parecer.

 Deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), relatora do projeto de lei. Foto: Bruno Spada / Câmara dos DeputadosDeputada Laura Carneiro (PSD-RJ), relatora do projeto de lei. Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados   

Regras

O substitutivo determina que o uso da tornozeleira eletrônica será condicionado ao aporte financeiro por parte daquele a quem a pena, prisão preventiva ou prisão cautelar foi imposta. Poderá ser cobrado um valor periódico (mensal).

Os valores arrecadados serão depositados em conta determinada pelo juiz. Após a condenação definitiva, abastecerão o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), que financia programas de aprimoramento do sistema penitenciário nacional.

Em caso de absolvição definitiva do preso, os valores pagos serão devolvidos a ele. O substitutivo prevê ainda que o condenado ou internado terá que devolver a tornozeleira em perfeitas condições de uso e sem qualquer ônus ao Estado

Próximos passos

Como foi alterado pela Câmara dos Deputados, o projeto deverá voltar para nova análise no Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias