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Investigações

Operações da PF de todos os dias: se está no crime, durma de calças

Polícia Federal tem conseguido desdobrar ações a partir da apreensão de aparelhos eletrônicos dos investigados.

Por Redação

02 de outubro de 2025 às 14:34 ▪ Atualizado há 2 meses


Operações da PF de todos os dias: se está no crime, durma de calças - Foto: Divulgação/ PF
Operações da PF de todos os dias: se está no crime, durma de calças - Foto: Divulgação/ PF

Não está difícil notar que a Polícia Federal tem amiudado a frequência de suas operações em todo o território nacional. Muitas delas, simultâneas, mesmo em casos distintos. São operações que miram criminosos de todas as vertentes: assassinos, narcotraficantes, doleiros, laranjas, pseudo-empresários, políticos, advogados e juízes corruptos e seus comparsas.

 Operações da PF de todos os dias: se está no crime, durma de calças - Foto: Divulgação/ PFOperações da PF de todos os dias: se está no crime, durma de calças - Foto: Divulgação/ PF   

Ninguém está fora do radar de uma polícia cada vez mais experiente no cruzamento de informações através do uso da mais moderna tecnologia. Quando uma operação é deflagrada, uma certeza já se pode ter: será a primeira de outras que virão, abastecidas com dados da primeira, que nada mais é, senão uma “avant-première”.

Com celulares, tablets, notebooks e desktops em mãos, policiais acessam conversas (inclusive as já apagadas) no WhatsApp e demais aplicativos de conversas, documentos digitalizados, comprovantes bancários, agenda telefônica, acessos efetuados nas redes sociais, pesquisas feitas no Google e outras informações que considerem relevantes para consubstanciar novas solicitações ao judiciário e assim partirem para novas operações e desvendamento da atividade criminosa em foco.

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Lembram da Lava-Jato?

Tudo começou numa simples investigação em um posto de combustível e o lava-jato anexado a ele. A partir dali, chegou-se ao que se viu. As prisões temporárias são usadas como forma de impedir que investigados interfiram nas investigações e, ao mesmo tempo, que possam prestar depoimento mais apurado sobre os fatos investigados.

Nessas ocasiões, em regra, policiais federais propõem que o investigado fale o que sabe, servindo como atenuante aos firmes já praticados, sejam eles quais forem. Os crimes de colarinho branco, normalmente tendo o dinheiro público como alvo, têm sido alvos de operações exitosas, quase sempre com os criminosos condenados e presos, mesmo que por pouco tempo.

 Operações da PF de todos os dias: se está no crime, durma de calças - Foto: Divulgação/ PFOperações da PF de todos os dias: se está no crime, durma de calças - Foto: Divulgação/ PF   

A verdade é que alguém que esteja envolvido em alguma atividade ilícita, direta ou indiretamente, não importando a dimensão do crime que esteja cometendo, por mais precauções que esteja empreendendo, pode ter a certeza que as chances de ser alvo de uma operação da Polícia Federal são cada vez maiores.

Não há mais barreiras para as investigações e não há, por mais influência, poder e dinheiro que tenha um criminoso, como não ser ele o próximo a receber a visita matinal, antes que o sol mostre sua cara, sendo levado ao local onde ele nasce quadrado.

Se está no crime, durma de calças.

*** Texto escrito por colaborador externo. As opiniões nele contidas não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.