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PL Antifacção

Votação do projeto de combate ao crime organizado é marcada para próxima terça feira

O relator da proposta apresentou quarto parecer mas ainda não há consenso para análise do projeto

Por Redação

13 de novembro de 2025 às 10:43 ▪ Atualizado há 2 meses


Hugo Motta - Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Hugo Motta - Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, marcou a votação do projeto que estabelece o marco legal do combate ao crime organizado (Projeto de Lei 5582/25) para a próxima terça-feira (18). 

 Hugo Motta - Foto: Marina Ramos / Câmara dos DeputadosHugo Motta - Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados   

As discussões sobre o tema já se iniciaram, porém a decisão de adiar a votação aconteceu após uma reunião de Motta com governadores da direita.

"Teremos pauta única na próxima terça-feira para que a Casa possa fazer uma ampla discussão e a votação dessa matéria que é tão importante para nosso país", disse Hugo Motta.

A reunião, que aconteceu nesta quarta-feira (12), contou com a presença dos governadores Claudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Jorginho Mello (SC), e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Os gestores alegam pediram um prazo de 30 dias para que o projeto fosse debatido, porém Motta marcou a votação para a semana que vem. 

O relator da proposta, Guilherme Derrite (PP-SP) já apresentou quatro relatórios sobre o projeto, porém não tem conseguido consenso para votação. Um dos pontos mais sensíveis do texto diz respeito à autonomia da Polícia Federal, já que o parecer altera as prerrogativas da PF no combate ao crime organizado.

Após o adiamento, parlamentares do governo e da oposição começaram a traçar estratégias para o debate. Enquanto a base governista trabalha para que o Senado barre a aprovação de um parecer que não seja de acordo com a proposta do ministro da Justiça, Ricardo Lewandovski, a oposição defende que Derrite apresente um relatório mais amplo para que não haja questionamentos. 

Até a votação, Motta deve realizar reuniões com os líderes partidários, para alinhar as sugestões dadas ao projeto. O debate ganhou força no Congresso após a operação realizada no Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de cem pessoas, sendo quatro policiais que estavam em serviço.