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Merlong Solano faz retratação por voto favorável à PEC da Blindagem

PEC que dificulta o andamento de processos criminais contra deputados e senadores, foi aprovada nesta terça, com voto favorável de todos os deputados piauienses.

Por Redação

19 de setembro de 2025 às 13:24 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O deputado Merlong Solano (PT) pediu desculpas por votar a favor da PEC 3/21, conhecida como PEC da Blindagem.
  • Solano classificou seu voto como um "grave equívoco" e pediu desculpas ao povo do Piauí e ao PT.
  • A PEC dificulta processos criminais contra parlamentares e foi aprovada pela Câmara.
  • Solano justificou que sua decisão visava manter diálogo institucional e permitir votações importantes.
  • Ele mencionou que a votação ocorreu sob "sérias irregularidades", envolvendo voto secreto.
  • Solano é coautor de um Mandado de Segurança pedindo a anulação da votação no STF.
  • Ele reafirmou seu compromisso com a democracia e a transparência.

Deputado federal Merlong Solano (PT-PI)
Deputado federal Merlong Solano (PT-PI)

O deputado federal Merlong Solano (PT) publicou nesta sexta-feira (19), uma nota de retratação pública, pedindo desculpas por ter votado a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/21, das Prerrogativas, mais conhecida como PEC da Blindagem. Ele classificou o ato como um “grave equívoco”.

“Venho, de forma pública, pedir desculpas ao povo do Piauí e, em especial, ao Partido dos Trabalhadores, partido que ajudei a construir, pelo grave equívoco que cometi ao votar favoravelmente ao texto-base da PEC das Prerrogativas”, informou em nota.

 Deputado federal Merlong Solano (PT-PI)Deputado federal Merlong Solano (PT-PI)   

A PEC que dificulta o andamento de processos criminais contra deputados e senadores, incluindo a execução de mandados de prisão, foi aprovada na noite desta terça-feira (16) pelo plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, em dois turnos de votação. Todos os deputados piauienses votaram a favor da medida, que agora segue para análise no Senado, passando obrigatoriamente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O deputado justificou seu voto, ressaltando que a decisão foi tomada com base no contexto político e legislativo, visando a preservação do diálogo institucional entre o Partido dos Trabalhadores e a presidência da Câmara dos Deputados.

“Não pensem que foi uma decisão fácil. Na política, por vezes somos levados a fazer escolhas difíceis, que exigem renúncias e sacrifícios. Meu voto foi motivado pela tentativa de preservar o diálogo entre o PT e a presidência da Câmara dos Deputados. Meu objetivo era ajudar a impedir o avanço da anistia e viabilizar a votação de pautas importantes para o povo brasileiro, como a isenção do Imposto de Renda, a MP do Gás do Povo, a taxação das casas de apostas e dos super-ricos, além do novo Plano Nacional de Educação, etc”, declarou.

Confira a nota de retratação pública do deputado

Venho, de forma pública, pedir desculpas ao povo do Piauí e, em especial, ao Partido dos Trabalhadores, partido que ajudei a construir, pelo grave equívoco que cometi ao votar favoravelmente ao texto-base da PEC das Prerrogativas.

Não pensem que foi uma decisão fácil. Na política, por vezes somos levados a fazer escolhas difíceis, que exigem renúncias e sacrifícios. Meu voto foi motivado pela tentativa de preservar o diálogo entre o PT e a presidência da Câmara dos Deputados. Meu objetivo era ajudar a impedir o avanço da anistia e viabilizar a votação de pautas importantes para o povo brasileiro, como a isenção do Imposto de Renda, a MP do Gás do Povo, a taxação das casas de apostas e dos super-ricos, além do novo Plano Nacional de Educação, etc.

Infelizmente, esse esforço não surtiu efeito. O acordo político foi rompido e a votação da PEC ocorreu sob sérias irregularidades, incluindo a reintrodução do voto secreto no texto — dispositivo que já havíamos conseguido derrotar na noite da terça-feira, 16.

Diante dessa realidade, ainda na quarta-feira, dia 17, assinei, como coautor, um Mandado de Segurança junto ao Supremo Tribunal Federal, solicitando a anulação dos atos praticados pela Mesa Diretora da Câmara e da própria votação da PEC das Prerrogativas.

Sigo agora empenhado para que o STF ou o Senado Federal corrijam os erros cometidos, inclusive aquele do qual participei ao aprovar, ainda que por razões táticas, o texto-base da PEC.

Reafirmo meu compromisso com a democracia, a transparência e os interesses do povo do meu Piauí e de todo o Brasil.

Merlong Solano

Deputado Federal do Piauí