Coluna Lugar de Fala
12 de novembro de 2025 às 12:20 ▪ Atualizado há 2 meses
O Dia Nacional da Liberdade marca a data em que nasceu Joaquim José da Silva Xavier, em 1746, o Tiradentes. Antes celebrada em Minas Gerais e Rio de Janeiro, passou a ter abrangência nacional a partir de 2015. Mártir da Inconfidência Mineira, foi o único a ser condenado à forca. Era o lado pobre de uma conspiração, onde os líderes do movimento, jovens ricos da elite aristocrática mineira que estudaram Direito na Europa, pregavam um governo republicano. A inspiração nas ideias iluministas que incendiavam a juventude rica foi sufocada com o enforcamento do periférico.
Tiradentes pagou sozinho a aventura republicana da elite. Foto: reprodução de quadro
Como a corda sempre quebra do lado mais fraco, sobrou para o pescoço do boticão, que tinha muitas outras habilidades e era alferes – uma patente militar extinta, que corresponderia a um segundo-tenente e tinha a obrigação de levar a bandeira do regimento. Depois de passar anos preso, finalmente foi martirizado. Para deixar bem claro como o governo tratava os conspiradores, teve o corpo esquartejado e espalhado em vários pontos da cidade do Rio de Janeiro. Um espetáculo macabro. Hoje, é reconhecido como defensor da liberdade. Data que precisa ser mais celebrada e valorizada.
A banda de rock piauiense há mais tempo em atividade, Megahertz, completa 40 anos. Vários shows marcaram a data em celebrações pelo Brasil em pontos históricos do ronquenrou tupiniquim, como La Iglesia, em Sampa. É tempo de festejar com os fãs que conhecem a trajetória desde os idos do Setembro Rock. No famoso palco da Central de Artesanato, derrubado por quem deveria defendê-lo. Palco a gente constrói novos e mantém os que existem. Jamais devem ser demolidos. Resistência marca qualquer grupo que resista a tanto tempo. O rock é a liga que mantém a união.
Banda Megahertz é a banda mais longeva do Piauí. Foto: reprodução redes sociais
A banda mais longeva do trash metal piauiense e uma das mais antigas do nordeste sobe ao palco Osório Júnior hoje, 12, às 20h, para prestigiar o Boca da Noite, encerrando as apresentações que promovem os headbangers e metalheaders em uma noite especial para o ritmo. Antes do Megahertz, a banda Thrauma, um bebê nascido em 2022, promete tocar como gente grande, abrindo o show às 19h. É uma noite de gala para valorizar a música que já foi sinônimo de rebeldia e protesto. Hoje está mais comportada e menos cabeluda.

Em sua conta oficial no instagram, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, destacou a importância da nossa arte santeira. Sem dúvidas a grande estrela de nossa artesãos, que conseguiu valores mais expressivos e uma expansão internacional incalculável. Nossa arte esculpida em mandeira em imagens de santos e santas está espalhada pelos quatro cantos do mundo. O órgão celebra o primeiro ano de reconhecimento. Foi em 11 de novembro de 2024, que a Arte Santeira em madeira do Piauí foi registrada no Livro dos Formos de Expressão como Patrimônio Cultural do Brasil. O que pouca gente reconhece é que o projeto foi inicialmente desenvolvido pela arquiteta, Samara Veloso Saraiva.
Samara escreveu o projeto de tombamento da Arte Santeira do Piauí. Montagem: Willian Tito
Atenção radialistas e podcasters, está aberto chamamento público para seleção de conteúdo para rádio e TV Câmara. A veiculação é em caráter gratuito e não-oneroso por um período inicial de 12 meses, podendo ser renovado o contrato de exibição. O Comitê Curador Permanente de Programação da TV e Rádio Câmara está de olho em parceiros que invistam na produção de material educativo, cultural e/ou informativo. Arte, Cultura, Ciência e Tecnologia estão na preferência do radar das emissoras públicas de comunicação.

A Universidade Federal do Delta do Parnaíba vai instalar curso de Bacharelado em Música, em 2026. A primeira graduação em artes da instituição litorânea. A vinda do ministro da Educação, Camilo Santana, na semana passada, saiu espalhando boas novas pelos campi das federais do Piauí. Também previsto para o ano que vem, a UFDPar vai lançar o curso de Bacharelado em Inteligência Artificial, que deve atrair alunos que estão ansiosos em ingressar no ensino superior, mas em busca das novas tecnologias e inovações.

Quando vi a notícia, imediatamente lembrei-me do romance genial do português, José Saramago, “Todos os Nomes”. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nomes para lá de curiosos são postos em nodestinos e piauienses, valorizando marcos da nossa cultura. Teresina dá nome a 339 pessoas. Outras 2.088 foram registradas como Piauí. Mais curioso é que 71 foram nomeados como Mandacaru e 194, como Cordel. Já pensou ser chamada de Cabrita? Tem 168 bípedes pinotando por aí. Cabra tem mais. São 446 indivíduos registrados em cartório.
A Justiça do Rio de Janeiro trabalha afirmativamente, dando um passo fundamental para equilibrar direitos aos sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matrizes africanas. Agora, por lei aprovada na Alerj no último dia 6, os representantes da Umbanda e do Candomblé também podem celebrar matrimônios entre seus fiéis, com a mesma validação civil que é outorgada a padres e pastores. Parece pouco, mas é um passo importantíssimo para equidade devida há séculos. Rio Grande do Sul e Distrito Federal já encaminharam Projeto de Lei em suas casas legislativas com o mesmo teor. Quando o Piauí recebe o axé?

O Observatório da Fundação Itaú divulgou ontem o resultado da pesquisa intitulada “Hábitos Culturais”. O estudo durou 12 meses e concluiu que 90% dos pesquisados preferem consumir bens culturais pelas plataformas digitais. Música, filme, série audiovisual, podcast são consumidos via streaming por causa do medo da violência e dos custos financeiros que envolvem deslocamento e demais despesas de sair e voltar. É mais barato e mais seguro dentro de casa, dentro do quarto. O estudo rankeou 23 tipos de ações de consumo cultural comuns aos brasileiros. Ouvir música online ficou disparado em primeiro lugar.
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