Coluna Lugar de Fala
08 de novembro de 2025 às 11:37 ▪ Atualizado há 2 meses
O artista visual Joaquim Monteiro está de aniversário. É a militância da charge, da caricatura e do cartum em favor da luta de classes. Ciente de sua posição, entricheirou-se numa paleta de conscientização do proletariado. Sendo a burguesia a inspiração de seus traços mais dedicados, apontando fatos históricos e contemporâneos, desenhando a crônica entre os donos dos meios de produção e os trabalhadores. As cores vem digitalizando. Embora seja um desenhista raiz, do carvão e da borracha, trafega pelo meio digital com agilidade. Uma intensa produção não escolhe dia nem hora. Só os fatos que possam ilustrar as escorregadas da exploração capitalista.
Joaquim renova as cores dos anos hoje. Foto: reprodução redes sociais
A superintendente de Comunicação da UFPI, Jacqueline Dourado, foi clicada num momento feliz. A professora Jacque levantou como um troféu a Carteira Nacional Docente do Brasil, que não apenas identifica mestres, mas valoriza. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, “É um movimento nacional de valorização dos professores. Além disso, professores do Piauí receberão um voucher de R$ 3 mil. Pode comprar notebook, iPad, melhorar o acesso à tecnologia. É investimento direto na sala de aula”. O clique é da última quarta-feira, 5, no Centro de Convenções, com mais de 900 docentes presentes.
Rafael Fonteles, Nadir Nogueira, Jacque Dourado e Camilo Santana. Foto: Gabriel Paulino
A mostra segue com exibições em muitas salas pelo Maranhão e, principalmente, o Piauí. Quem sai de sua casa para ir ao Centro de The em pleno bê, erre, ó – bró, às 15h? Os filmes restaurados em Super 8 do Cinema Marginal Piauiense têm atraído um bom público e dá um charme a mais ao evento. Até chegar ao MIS e entrar naquela sala refrigerada e escurinha é punk, com dois sóis para cada um. Depois da conexão com a origem, ver um circuito fortalecendo-se é reconhecer que as sementes estão brotando. Estreia hoje o doc “SK8THE”, da jornalista Mariana Medeiros, às 18h. Na boca da Rua Climatizada, Centrão. Entrada franca.
Fui tomar um caldo de cana antes da sessão de filmes dos anos 70 no MIS. Encontrei o dramaturgo, bonequeiro, cordelista, Wellington Sampaio. O veterano tem uma trajetória belíssima na política cultural em nível nacional, no tempo das federações de teatro, que abrigavam os grupos. História que precisa ser contada. Ontem, recebi o convite para prestigiar o amigo no Festejo Cordel Cantador, que acontece na segunda-feira, 10, durante o dia todo na Casa do Cantador, na Vermelha. Ação do Comitê de Cultura focando na raiz da arte popular. O caldo ficou pra depois.
O coedelista Wellington Sampaio. Foto: Willian Tito
Em sua terceira edição, “Todo Mundo Odeia Livros – Quem não odeia pegue o seu” volta à sua missão de distribuir livros às pessoas. Uma explícita política expansionista de guerrilha da literatura, da ciência e da arte. O ato por si é pura poesia. E os versos vão saltar em performances, lançamentos de livros e música com James Brito e sua banda. Este ano, os organizadores, Fabrício Castro e Bruno Baker, estimam que sejam doados 2 mil livros. São títulos diversos que estão em busca de quem os leiam. A partir das 17h, no Parque da Cidadania.

Nos Passos do Gil, o show de Assis Bezerra em reverência ao gênio baiano, está de volta aos palcos teresinenses. Neste sábado, ele apresenta-se combanda no Segundos Bar, um reduto de amor e resistência a música de qualidade produzida por aqui. O show traz um setlist bem montado, usando régua e compasso, para trazer o feitiço musical de mestre Gil. Depois da temporada de estreia, o guitarrista retorna com os detalhes mais apurados, ajustes e aperfeiçoamentos para animar sua plateia. A diversão começa às 21h na Rua Paraíba, 1705, Vila Operária.

A velha academia fez seu fundador bem feliz na noite de ontem. A escritora Ana Maria Gonçalves, autora do fundamental “Um Defeito de Cor”, tomou posse na cadeira 33 da Casa do Bruxo do Cosme Velho. Machado de Assis a receberia com todas as honras. A primeira mulher negra a conquistar um acento no Petit Trianon, na zona central do RJ, cumpriu o rito entrando acompanhada das imortais Fernanda Montenegro, Rosiska Darcy de Oliveira e Miriam Leitão. Recebeu seu diploma das mãos de Gilberto Gil. Em seu discurso, a escriba ressaltou que “Ainda somos poucos para tanto trabalho de reconstrução de um imaginário em relação ao que representamos”, registrou numa ABL que já negou a negritude de seu crador.
Gilberto Gil diplomado a nova imortal. Foto: ABL
A Lei Rouanet vem crescendo em apresentação de propostas a cada ano. Em 2023 foram 13.635. Saltou para 19.129, em 2024. Este ano foram 22.522 projetos selecionados. O desempenho reflete um momento de recondução das atividades da indústria criativa ao seu devido lugar. A lei é um importante fomentador da economia que mais gera retorno. Segundo estudo recente da Fundação Getúlio Vargas, de cada 1 real investido via Lei Paulo Gustavo (70% audiovisual), foram gerados R$ 6,51 (seis reais e cinquenta e um centavos). Contra números não há argumentos. E para quem ainda não entendeu nem a Lei Áurea, é pedir muito que entendam a Lei Rouanet, como diz Vágner Moura.
Presidente Lula é a grande liderança climática mundial. Foto: divulgação
A revista Time divulga anualmente a sua “100 Climate Leaders”. Este ano, quatro brasileiros aparecem como protagonistas do assunto mais importante para os terráqueos. As Mudanças Climáticas mobilizam o mundo no mega evento que acontece em Belém. Lula, o DJ Alok, o prefeito Eduardo Paes (Rio de Janeiro) e o embaixador da COP30, André Corrêa do Lago, foram destacados pelas estratégicas defesas em favor do meio ambiente e da sustentabilidade. O Brasil surge como a maior potência verde neste momento de transição energética.
As 4 lideranças brasileiras da lista da Time. Montagem: Internet
O presidente Lula e sua equipe, que tem Marina Silva como devota em favor da mentalidade que sustenta o equilíbrio ambiental, sabe bem o que tem que preservar, conservar, compensar, entre outros verbos que fazem parte da nomenclatura cada vez mais em nosso dia a dia. O país deve ser o grande líder dos créditos de carbono, mantendo as fornecedoras de oxigênio que precisamos para viver. Nossas florestas valem mais em pé do que derrubadas para plantar capim para o gado. Segurar o carbono no solo e produzir O² naturalmente, além de combustíveis verdes, colocam o BR como líder global de um novo mundo.
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