15 de novembro de 2025 às 11:54 ▪ Atualizado há 2 meses
Vamos dar uma resumida na história da Proclamação da República. A Praça da Bandeira, no entorno de onde Teresina começou a se estender pela Chapada do Corisco, é uma homenagem ao primeiro presidente republicano do Brasil, o Marechal Manuel Deodoro da Fonseca. Deixamos de ser império por meio de um golpe militar sem um tiro, meio improvisado, de última hora. Deodoro propagava sua amizade por Dom Pedro II. Não estava em seus planos depô-lo. Ele foi enganado. Na verdade, os republicanos não conseguiam avançar no parlamento. Com a bancada reduzindo a cada pleito, planejaram dar fim à monarquia e assumir o poder.
Deodoro foi enganado a Proclamar a República. Foto: reprodução redes sociais O Marechal foi manipulado pelo positivista Benjamin Constant, que mobilizou o exército e convenceu Deodoro a assumir a liderança para derrubar o gabinete do primeiro-ministro, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, que assumira 5 meses antes. Sua administração, que cobrava e punia os militares, fragilizara o relacionamento entre eles. Ódio era o sentimento cultivado. Na manhã de uma sexta-feira, Constant convenceu Deodoro, que foi carregado à frente das tropas no Campo de Santana, hoje Praça da República, e informou que o gabinete do chefe do Conselho de Ministros estava deposto. Não teve discurso nem cena. E ainda deu vivas ao imperador.
Constant manipulou Deodoro para o golpe. Foto: reprodução redes sociais Pedro II estava em Petrópolis. Recebeu a informação da queda do império no final da tarde. Serenamente, recolheu-se. Na manhã do dia 16, desceu a serra em direção ao Rio. A família dormiu no Paço Imperial. No dia seguinte, pela manhã, saiu em cortejo silencioso e respeitoso até o navio que o levaria a Lisboa. Alguns populares deram vivas ao imperador. Talvez não soubessem o que estava acontecendo. A imperatriz Teresa Cristina adoeceu durante a viagem. Desembarcaram no dia 7 de dezembro sob chuva fina na capital portuguesa. A imperatriz faleceu 21 dias depois.
Dom Pedro II aceitou passivo seu destino. Foto: reprodução redes sociais
Há um pequeno lapso histórico que detalha o que aconteceu. Monarquista, Deodoro só se convenceu que deveria derrubar o império e instalar a República quando soube que seu inimigo pessoal seria o indicado a substituir o primeiro-ministro. O nome de Gaspar Silveira Martins foi mais uma carta na manga de Constant, que usou a mentira como argumento para que o militar encerrasse a monarquia. Ruy Barbosa e Quintino Bocaiúva, republicanos de primeiro time, também pressionavam pelo fim do período dos imperadores, que durou quase 70 anos.
A cena que nunca existiu foi pintada por Benedito Calixto dois anos após a morte de Deodoro. Foto: reprodução redes sociais
O jornalismo foi fundamental para a Proclamação da República. O Manifesto Republicano foi publicado no A República, o primeiro jornal a defender explicitamente a mudança de governo, em 1870. A Gazeta da Tarde, de José do Patrocínio; A Província de São Paulo, que antecedeu o Estadão; O País; O Libertador; A Revista de Ciências, Letras e Artes ou “Revista Republicana”, foram fundamentais para alimentar a base ideológica de apoio à mudança. A mentalidade republicana era implantada dia a dia. Trabalho que teve muitos nomes dedicados e que durou quase 20 anos.
O jornal que iniciou a luta pela Proclamação da República. Foto: Internet
O Piauí tem um capítulo à parte em tudo isso. O jornalista David Moreira Caldas “adivinhou” o ano da virada. Em 1868 fundou o jornal “O Amigo do Povo”. Em fevereiro de 1873 mudou o nome para Jornal 1889 (ano da Proclamação), que só foi até dezembro de 1874 por falata de recursos, deixando 31 edições. No primeiro número, Caldas publicou o artigo-manifesto “Oitenta e Nove”, onde criava uma conjunção entre a Revolução Francesa, de 1789, com o ano de 1889, que ele sugeria como expectativa de mudança de regime no Brasil. Por isso, recebeu o título de “Profeta da República”, pelos republicanos.
O primeiro jornal de David Caldas. Foto: reprodução redes sociais No dia 15, Deodoro estava com crise asmática, mal-humorado, com febre e debilitado. Chegou a ser carregado em uma cadeira. A cena que ficou para a história, o quadro pintado por Calixto Cordeiro só ficou pronto em 1893, quando os protagonistas já tinham falecido. A cena retrata Deodoro montado em um cavalo, cercado de tropas e populares e bramindo palavras de ordem. Na verdade foi apenas um regimento. Seriam poucos populares, não estava sob o cavalo e a espada nunca foi desembainhada.
Curiosidades dos primeiros anos da República. Fustigado pela oposição no Congresso, Deodoro resolveu dissolver o parlamento em novembro de 1891 e governar por decreto. A reação veio da Marinha, que apontou os canhões da Armada para a cidade do Rio de Janeiro e ameaçou bombardear se o presidente não renunciasse. Com a renúncia, o alagoano deixou o poder a outro alagoano, Floriano Peixoto, que dá nome à nossa Princesa do Sul e à capital de Santa Catarina. O nome do navio militar que transportou a familia real era Alagoas. Dom Pedro faleceu em dezembro do mesmo ano, aos 66, em Paris. Deodoro morreu menos de um ano depois, aos 65. Ambos de problemas respiratórios.
Passa a valer a partir de hoje e segue até 16 de março de 2026, o Defeso. Ou a proibição da pesca comercial, sendo permitida apenas a pesca artesanal ou de subsistência. Tem uma série de regramentos para garantir a reprodução das espécies e a sustentabilidade dos recursos naturais. Neste período, o pescador passa a receber um salário mínimo a título de compensação por não poder pescar. O seguro-defeso é pago a cerca de 400 mil pescadores em todo o Brasil. O Batalhão de Policiamento Ambiental alerta que a fiscalização está atenta em todo o Piauí para manter o cumprimento da legislação, com a ajuda de outros órgãos ambientais.
O Festival de Arte com crianças, retoma apresentação hoje a partir das 17h, no teatro Sílvio Mendes, no SESC Cajuína. O espetáculo do gaúcho Coletivo Gompa traz “A Menina dos Olhos D’água”. Misturando teatro com bonecos, a montagem conta a história de superação de uma garotinha refugiada em consequência das catástrofes ambientais. Ela perde sua casa, seu bichinho de estimação e vai viver num albergue. Tema atualíssimo que vale assistir. Os ingressos têm que ser retirados meia hora antes na bilheteria da casa.
Cena do espetáculo que apresenta-se no Trisca, hoje. Foto: divulgação Ingressos esgotados que obrigaram a abrir mais uma sessão. É assim que está a expectativa para o espetáculo “Guerreiras Mágicas do K-Pop”, que apresenta-se amanhã, 16, às 16h, no Espaço Cajuína, no Centro de Convenções Atlantic City. O musical é uma referência direta à animação “K-Pop Demon Hunters”, que está na Netflix. Um girl group da propalada música pop sul-coreana, formado pelas amigas Rumi, Mira e Zoey, vão enfrentar os demônios que tentam afligir a humanidade com a música mágica, que cria uma barreira de proteção. O produtor local, Antoniel Ribeiro, agradece ao público que superou as previsões de procura.
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