Coluna Lugar de Fala
25 de novembro de 2025 às 12:19 ▪ Atualizado há 2 meses
Do(a) Doador(a) de Sangue. Sabia que cada doação pode salvar até 4 vidas? Só aí não precisa dizer mais nada de sua importância. Dia da Baiana de Acarajé. As verdadeiras são de linhagem sagrada de culturas ancestrais da mamãe África ocidental. É um alimento, mas também é uma comunhão. Só aquele perfume de dendê pelo ar enquanto assa a iguaria já nos remete aos terreiros. Aí não precisa nem dizer que é uma delícia. Quente ou frio? Prefiro quente. Sempre.
Homens podem doar sangue a cada 2 meses, mulheres a cada 3 meses. Foto: Internet
Vejo as madrinhas com a conexão mágica das fadas, que cuidam de suas pupilas, principalmente. A imagem que me vem está relacionada ao suporte, que transcende o materno. Fazendo papéis complementares na consolidação do vínculo afetivo, gerando cumplicidade e um ambiente emocional de confiança. Conheço uma Tia Fada-Madrinha que é o exemplo clássico da descrição. Que instrui com amor de parente e disciplina de amiga. No Dia da Madrinha, o reconhecimento das versões em dimensões físicas das entidades angelicais. Elas existem e eu posso provar.
Patrimônio Cultural incalculável, a baiana dos quitutes. Foto: divulgação
Neste dia, em 1960, a ditadura de Rafael Trujillo assassinou as Irmãs Mirabal. Patria, Minerva e Maria Teresa eram ativistas políticas na República Dominicana, que lutavam contra a opressão tirana. Pelejavam contra um regime de exceção, que retira todos os direitos civis e persegue quem contesta. Situação que escapamos recentemente. A ONU pegou o trágico episódio e o transformou no Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher. A partir de hoje até 10 de dezembro, acontecem os 16 dias de ativismo, que vai conectar com o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
As Irmãs Mirabal. Foto: Internet
O Piauí desenvolveu uma transversal e articulada rede de defesa e proteção de mulheres vítimas de violência doméstica. A SSP-PI tem diversos instrumentos que facilitam denúncias das múltiplas formas de ataque a mulher. Seja ela física, psicológica, patrimonial, moral ou política. A rede de restauro de direitos tem um aparato invejável, que encaminha rapidamente a vítima com eficientes protocolos de acolhimento. Testado e aprovado, é case de sucesso e inspiração a medidas semelhantes em outros estados.
App Salve Maria é adotado em outros estados. Foto; divulgação
O secretário Chico Lucas, provavelmente, deve ter o melhor desempenho na cúpula governamental piauiense. Seu planejamento à segurança pública semeia boas sementes e colhe bons frutos, que o projetam nacionalmente. Os números mais evidentes foram publicados ontem. A capital com 905 mil habitantes está desde quinta-feira da semana passada sem registros de homicídios. É mais que estatística. É o resultado de um investimento maciço do governador Rafael Fonteles, que muda o cenário, anteriormente bem caótico.
Rafael Fonteles com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Lewandowski e Chico Lucas. Foto: reprodução redes sociais
Entretanto, tem números que insistem em avançar, mesmo com toda a estrutura posta e o combate contínuo. Em 2024, foram 56 feminicídios, 32% a mais que 2023. Sendo que em 87,85% dos casos não houve registro de boletim de ocorrência da vítima por algum episódio de agressão anterior. O que nos faz refletir que o medo em denunciar é um contributor resistente. Este ano, felizmente, os números estão em queda. Até o dia de hoje, foram 18 feminicídios confirmados no Piauí.
Vejo da delegada Eugênia Villa a grande autoridade sobre este universo complexo, que envolve estruturas antroprocêntricas enraizadas secularmente. Já a vi dando entrevista e colocando suas ideias da mesma forma que eu penso. Para recrudescer a luta e abaixar as estimativas negativas, é preciso um pacto maior com a sociedade. Mantendo tudo o que já funciona muito bem, tem que avançar para uma luta mais delicada. Mudar a mentalidade machista dos nordestinos e piauienses.
Delegada Eugênia Villa tem a visão à solução. Foto: Internet
Para isso, a construção tem que ser holística, com visão ampla para ter alcances também extensos. O ponto de partida é Educação e Cultura. Não pode faltar a matéria Empatia nas escolas. Assim como fazem as redes públicas de ensino no Japão e nos países escandinavos, como Suécia, Noruega e Finlândia. Antes de qualquer disciplina que se estuda nos livros, os jovens estudantes têm suas primeiras lições empáticas pelos seres humanos e não-humanos. Inclusive com a presença na escola de doguinhos para reforçar o suporte emocional e afetivo.
Para acabar com a violência contra a mulher, que é sistêmica e estrutural, tem que partir para a base. Desde a mais tenra idade, as crianças devem receber as instruções teóricas e práticas de tratamento que valoriza a vida e respeita o ser humano em suas diversidades e necessidades. Instruídas, vão revolucionar em suas casas e onde andarem. Para eliminar essa chaga que insiste em não cicatrizar, tem que mudar a forma de pensar. Isso é cultura. O investimento, se começar agora, os estudiosos supõem que os números vão cair vertiginosamente em cerca de 20 anos, a zero ou quase zero.
O homenageado da Balada Literária, Emerson Boy, apresenta-se na noite de hoje no MEG – Memorial Esperança Garcia, às 20h. Ele e a banda Van Grog, com a participação da cantora Duda Di, prometem agitar os muitos fãs, que acompanham sua trajetória, com o show “Antídoto”. Radicado em Sampa há décadas, o oeirense deixou uma boa quantidade de amigos e admiradores que devem prestigiá-lo. O artista traz em sua linhagem os Bandolins de Oeiras, onde membros da família fizeram parte da formação de maior sucesso, que foi laureada no Palácio do Planalto. Eu estava lá.

Irrequieto, o músico cultiva um jeito fenomenológico, cheio de trocadilhos e tiradas espirituosas. Fundador da banda Haja Sax, divisor de águas da música instrumental piauiense, marcou seu nome na história com uma produção que é procurada por colecionadores. Alguém tem as 8 músicas da única fita K7 da Haja Sax gravada? Foram pelo menos 4 anos e meio de atividade, com a formação inicial, que começou em 1985/86 (provavelmente): Boy (sax), Adalberto Filho (batera), Júlio Medeiros (baixo), André Luiz (guitarra) e Donizeti Bugyja (teclados). Os dois últimos partiram para shows em outras dimensões.
Emerson Boy Batista no começo de sua caminhada artística. Foto: divulgação
Vi alguns shows iniciais. Era uma pancada muito grande. Um som cheio, limpo, bem executado e marcante. Quem ouvia, logo virava fã. Um índice técnico e artístico muito elevado. Recordo de uma apresentação num palco quase em frente ao Theatro 4 de Setembro. Foi gloriosa, com os músicos temperando seus desempenhos com solos belíssimos, em todos os instrumentos. Nunca mais tivemos algo tão potente e arrebatador na música instrumental. Principalmente com o conceito de grupo, banda.
Bandolins de Oeiras em apresentação e entrevista a Jô Soares. Foto: Internet
*** Texto escrito por colaborador externo. As opiniões nele contidas não refletem, necessariamente, a opinião do veículo.
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