Coluna Lugar de Fala
07 de outubro de 2025 às 10:58 ▪ Atualizado há 2 meses
A data é a consolidação da luta de Herivelto de Oliveira Martins em defesa e valorização do compositor, que também era cantor. Em 1948 ele criou a data, que passou a ilustrar a importância dos nem sempre lembrados autores de letra e de música. Um pouco antes, fundou a União Brasileira de Compositores, organizando a categoria. Hoje também marca a luta pelos direitos autorais. Nossa riquíssima música é notável na comunidade mundial.
Herivelto Martins, criador do Dia do Compositor. Foto: Internet
Consta que em certa ocasião, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, encontrou-se com Herivelto na rua e cravou: “Devo a minha aposentadoria a esse homem”, reconhecendo a pessoa que foi fundamental na regulamentação da profissão. “Ave Maria no Morro”, gravada pelo Trio de Ouro, que tinha ainda Dalva de Oliveira e Nilo Chagas, é a composição antológica para lembrar pelo estilo lírico e melancólico do autor. Estourada em 1942.
Jovens artistas estudantes da UFPI têm uma boa chance de deixar sua criação num local de grande circulação. Grande impulso para quem está começando. Estão abertas as inscrições, e seguem até o próximo dia 13, para escolha da arte de dois murais no espaço Rosa dos Ventos. Iniciativa em conjunto da universidade e Secretaria de Agricultura Familiar. As premiações são de R$ 1.300,00 e R$ 700,00 aos vencedores. O dinheiro é simbólico, mas a visibilidade é riquíssima.
Cultura será obrigatória em todo projeto sustentável. Foto: Internet
A UNESCO divulgou no final de setembro o primeiro “Relatório Mundial Sobre Políticas Culturais - o ODS que Falta”. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável é a sigla de ODS, ponto cabal para o que está planejado para o segmento. Os números expressivos divulgados apontam 3,39% o Produto Interno Bruto da Cultura e Indústrias Criativas. Responsáveis por gerar 3,55% dos empregos do planeta. Dados nos garantem na agenda pós-2030.
A economia mundial está em transição. O rito de passagem a uma nova matriz energética refaz a atual estrutura. Sistemas, conceitos, métodos, o aparato que sustenta a sociedade atual está em revisão. O ponto de partida de qualquer projeto mundial com o aval da ONU tem que passar pelo conceito da Sustentabilidade. Os números significativos colocam a Cultura no núcleo como alavanca do multilateralismo. Essencial fomentadora da paz mundial.
O relatório final foi abastecido com mais de 1.200 outros relatórios repassados por nações participantes e outros 200 estudos de casos em todo o mundo, desde 2019. Claro que ainda há muita disparidade e irregularidade de distribuição dessa riqueza. A análise global abrangente apontou que 93% dos estados-membros da UNESCO já incluem a Cultura como elemento central na constituição de seus planos nacionais sustentáveis. Avante!
O Brasil está alinhado. O Ministério da Cultura é um dos protagonistas do Governo Federal. O presidente Lula manifesta na prática, desde o seu primeiro mandato, o investimento maciço na Cultura e indústrias criativas.
Prova mais recente foi a abertura do edital “Arte & Cultura na Educação de Tempo Integral”, que leva atividades artístico-culturais às escolas da rede pública de ensino. O chamamento em conjunto com o Ministério da Educação segue aberto até o próximo dia 17.
Os selecionados vão receber R$ 1 milhão para promover oficinas, palestras, audiovisual, espetáculos musicais, teatrais e de dança, entre outras propostas afins com a arte e a cultura. O investimento pretende injetar um processo de transformação e crescimento nas comunidades estudantis, proporcionando experiências culturais importantes na formação dos jovens. A cultura pulsante vem desde da escola. Neste campo o BR está dando aula.
O historiador oeirense, Júnior Vianna, faz de sua página no facebook um museu digital, onde publica textos que transcendem a historiografia. São crônicas que nos levam ao passado.
Professor, escritor e historiador, Júnior Vianna. Foto: Facebook
Sua capacidade descritiva enriquece a ponto de não se saber em alguns momentos se estamos num conto literário. Professor e autor de 4 livros publicados, se fizer um apanhado dos escritos nas redes dá outro volume. Muitos momento sublimes, como o abaixo.
São Benedito. Foto: Internet
"Que Santo é aquele que vem no andor? É São Benedito com seu resplendor!"
Assim entoam os negros Congos em louvação ao santo querido, o "Bindito", como carinhosamente chamam. Santo negro, festejado desde o Brasil colonial.
Em Oeiras, a sua festa acontece no dia 6 de janeiro, embora no calendário oficial da Igreja Católica esteja marcado o dia 5 de outubro. No entanto, a bem da verdade, para um santo tão generoso em milagres e bondades, todos os dias são dias de celebrar sua memória.
E como dizem mais uma vez os Congos, em versos de fé e poesia:
"Meu São Benedito, fulô de aroeira, abençoe, meu santo, o povo de Oeiras!"
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