Coluna Lugar de Fala
24 de outubro de 2025 às 11:32 ▪ Atualizado há 2 meses
Após a 2ª Guerra Mundial, em 26 de junho de 1945 foi assinada a Carta das Nações. O embrião do que viria logo em seguida, no dia 24 de outubro do mesmo ano, com a criação da Organização das Nações Unidas. Atualmente composta por 193 nações, é de suma importância nas questões humanitárias. O Conselho de Segurança tem a dura missão de manter a paz. Um dos seus principais propósitos e maior desafio.

A vigilância epidemiológica está em alerta para manter a erradicação, que foi alcançada em 1990. Entretanto, com a colaboração da baixa cobertura vacinal do governo negacionista anterior, o risco de retorno em algumas regiões é real. A poliomielite não tem cura. A maioria das infecções não apresentam sintomas e suas complicações podem levar a paralisias irreversíveis, mais comuns nos membros inferiores.
A gotinha que salva da paralisia infantil. Foto: divulgação
A Princesa do Sertão segue como centro nacional do teatro brasileiro. Espetáculos para o público infantil sempre pelas manhãs. Hoje, os dois espetáculos à criançada são da casa. À noite, ao público adulto: “Um Minuto pra Dizer que te Amo”, de Araguaína, Tocantins, às 19h; e “Será o Benedito?”, de Teresina, Piauí, às 21h. Entre um e outro, a palestra “O Ator Contemporâneo”, com Guido Campos, de Goiânia, Goiás, às 20h.
Em Campinas do Piauí acontece o III Festival de Batuques de Quilombos, na Comunidade Quilombola Salinas, com mais de 100 anos de história. Iniciou hoje cedo e encerra amanhã à noite, com show musical. O evento reúne a força da cultura e a sua resistência. A cultura foi e é o ponto de união. Cultivando versos, danças, músicas e histórias nas rodas em torno da fogueira, fortaleceram vínculos ancestrais.

Na tarde de hoje, será apresentado o resultado da pesquisa “Batuques de Quilombos do Piauí”, conduzindo a apresentação, Maria Rosalina dos Santos, Coordenadora Estadual de Comunidades Quilombolas do Piauí (Cecoq/PI) e Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). O relatório mapeia um universo único e rico que por muito tempo foi silenciado, mesmo que os tambores nunca tenham parado.



O mundo do audiovisual está em alerta. O encaminhamento do Projeto de Lei do Streaming ia muito bem até que recebeu mudanças, que trouxe a necessidade de novos debates no parlamento federal. Tramitando a passos de lesma (se tivesse pés) desde 2015, ganhou uma acelerada, mas, claro que ia receber o bombardeio do lobby bilionário da indústria mundial. Ontem teve reunião do novo relator, Deputado Doutor Luizinho (PP-RJ) com equipe do MinC. Ainda sem divulgação dos resultados.
PL quer 6% do espaço para exibição da produção nacional. Foto: Internet
De ontem, ainda. Pelo feedback considerado de gente de respaldo sobre o tema principal da coluna de quinta, 23, devo esclarecer que este espaço é meu Lugar de Fala, mas também está a serviço para dar voz aos artistas e às suas lutas. Portanto, não é exatamente um jornalismo cultural, que se isenta de tomar um lado e/ou defender uma causa coletiva, um grupo, uma ideia, uma bandeira. Pelo contrário.
Talvez o conceito de Crônica Artístico-Cultural poderia indicar uma expressão aos meus escritos, que vão contando o cotidiano. Filtrando temas que me são muito caros como cultura, teatro, cinema, literatura, artes e afins, seus derivados, eruditos e populares, além de meio ambiente, animalismo, turismo e política cultural. Algo extremamente curioso também pode entrar em pauta. Com pausas, sou do tempo do blog. Venho fazendo isso desde o fim da década de 90.
Minha vaidade está em manter o espaço fomentando uma visão menos embaçada, mais realista e valorizadora do que merece as nossas palmas no dia a dia da arte e cultura piauiense, brasileira e mundial. Se um dia tiver acesso, extraterrestre também. Se de vez em quando sou agudo em minhas expressões, saiba que prefiro dizer uma graça. O bom-humor sempre vai temperando nossas pretensões, com publicações 6 x 1, disciplinadamente.
O sextou de hoje vem celebrar a resistência no Box 43 da Central de Artesanato Mestre Dezinho. O casal Mestre Carlos e Dona Concita são os cicerones a partir das 16h até às 19h. O espaço abriga o famoso Porão da Ditadura Militar no Piauí, popularmente conhecido como “calabouço”. O impasse entre poder público e artesãos segue. Eles querem tão pouco. Seria um gesto magnânimo ceder aos guardiões.

Até o Frei Leonardo Boff, um dos teólogos da “Teologia da Libertação”, já esteve visitando o local. Na década de 60, o escritor foi um dos líderes que idealizou o movimento para combater a pobreza e a opressão social, tornando os oprimidos protagonistas de sua própria libertação. Um contraste com conceitos da teologia europeia, que não contemplava soluções à injustiça social que os povos originários e tradicionais sofriam. Isso na década de 70. Em plena ditadura militar.
Leonardo Boff no Box 43. Foto: divulgação
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