Por Redação
15 de setembro de 2025 às 14:32 ▪ Atualizado há 2 meses
Em meio às polêmicas envolvendo a aplicação de multas nas faixas exclusivas de ônibus em Teresina, o vereador Leondidas Júnior (PSB) apresentou um Projeto de lei que propõe a flexibilização do uso dessas vias, permitindo que outros modais possam utilizá-las enquanto o sistema de transporte coletivo da capital não for reestruturado.
“Espero que o prefeito [Silvio Mendes] se sensibilize. Haja visto que a cidade está passando por um processo de instalação de diversas câmeras. Esse processo foi muito rápido”, afirmou o parlamentar, referindo-se à implantação de equipamentos de fiscalização eletrônica que vêm gerando um alto número de autuações.
Segundo Leondidas, embora reconheça que as faixas exclusivas são uma tendência moderna e positiva para o trânsito urbano, sua aplicação em Teresina foi feita de forma apressada e sem levar em consideração a precariedade do sistema atual de transporte público. “Não é que eu defenda que não deve existir faixa exclusiva. Acho que isso é moderno. Entretanto, foi colocado de uma forma que hoje até motoristas de aplicativo e taxistas, que receberam identificação, adesivo, estão sendo multados”, criticou o vereador.
Leondidas Junior (PSB) - Foto: Divulgação
Crise no transporte público
O vereador também foi enfático ao destacar o colapso no transporte coletivo de Teresina. Segundo ele, a capital não dispõe de uma quantidade de ônibus suficiente para justificar a manutenção das faixas exclusivas apenas para o transporte coletivo.
“Não existe ônibus em Teresina. Não existe uma demanda significativa que justifique que a gente continue reservando essa faixa somente para ônibus”, argumentou Leondidas.
Ele lembrou ainda que a própria Prefeitura já flexibilizou o uso das faixas para motos e veículos por aplicativo. Como alternativa, o parlamentar apresentou um indicativo de lei para que o Executivo decrete estado de calamidade pública no transporte coletivo, à semelhança do que já foi feito na gestão de resíduos sólidos da cidade. A medida permitiria a contratação emergencial de empresas e a abertura para parcerias com empreendedores locais que possam oferecer alternativas de transporte.
“Foram contratadas seis empresas para cuidar do lixo. Por que não podemos fazer o mesmo com a mobilidade urbana?”, questionou.
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