FISCALIZAÇÃO
Por Redação
07 de novembro de 2025 às 10:35 ▪ Atualizado há 2 meses
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador Sebastião Ribeiro Martins, anunciou nesta sexta-feira (07) a criação de uma comissão permanente de propaganda eleitoral, que entrará em funcionamento a partir de janeiro de 2026. O grupo será responsável por fiscalizar práticas irregulares, como a divulgação de pesquisas sem registro, propaganda antecipada e a disseminação de notícias falsas durante o período eleitoral.
Tribunal Regional Eleitoral do Piauí - Foto: Divulgação/ TRE-PI De acordo com o desembargador, a comissão será formada por três membros substitutos da Corte e três procuradores indicados pela Procuradoria Regional Eleitoral, sob a supervisão direta do procurador regional eleitoral Kelston Pinheiro, que volta ao cargo após já ter exercido a função em duas ocasiões.
“Vamos instalar a comissão em janeiro para acompanhar todo o processo, coibir pesquisas ilegais e propagandas irregulares, sob a fiscalização do novo procurador e de sua equipe”, afirmou o presidente.
O anúncio ocorre em meio à preocupação das autoridades após a prisão da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), investigada por possível envolvimento com facções criminosas. O caso acendeu um alerta sobre a influência do crime organizado na política local e levou o tribunal a reforçar a necessidade de transparência e rigor na análise dos registros de candidatura para as eleições de 2026.
A ex-vereadora de Teresina Tatiana Medeiros (PSB), foi presa no dia 3 de fevereiro, durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, deflagrada pela Polícia Federal. Ela foi indiciada em 11 de abril pelos crimes de corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, peculato-desvio, apropriação indébita e organização criminosa.
As investigações contra a vereadora iniciaram em 2024, após as eleições, quando começaram a suspeitar que a vereadora comprou votos com dinheiro oriundo da facção criminosa Bonde dos 40.
Além disso, a organização não governamental da vereadora Tatiana Medeiros, Instituto Vamos Juntos, teve as atividades suspensas no dia 3 de março por determinação do juiz Luís Henrique Rego.
Tatiana continua em prisão domiciliar, enquanto o namorado Alandilson Cardoso Passos, apontado como um dos membros da facção, segue preso sob Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
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