Decisão
O Supremo Tribunal Federal determinou, nesta terça-feira (25/11), o início do cumprimento da pena de de 27 anos e 3 meses ao ex-presidente Jais Messias Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos de Bolsonaro e outros réus do grupo que ficou conhecido como "núcleo 1 da trama golpista".
Ex- presidente, Jair Bolsonaro e Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Foto Montagem: Ebc / Nelson Jr. - STF A decisão também alcança o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o ex-ministro Anderson Torres, que, assim como Bolsonaro, não apresentaram os segundos embargos de declaração dentro do prazo, encerrado na segunda-feira (24).
Dado o processo, cabe agora a Moraes definir quando e onde cada condenado iniciará o cumprimento da pena — medida que pode ser formalizada a qualquer momento.
Bolsonaro foi sentenciado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, pelo comando de uma articulação criminosa que buscou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e desestabilizar o Estado Democrático de Direito.
Entre os demais condenados, as penas ficaram assim definidas:
Alexandre Ramagem: 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, em regime fechado.
Anderson Torres: 24 anos de prisão, também em regime fechado.
As defesas ainda poderiam, em tese, apresentar embargos infringentes até o fim desta semana. No entanto, esse tipo de recurso só é admitido quando há no mínimo dois votos pela absolvição — o que não ocorreu no julgamento realizado em setembro.
Por essa razão, o STF concluiu que não há cabimento para infringentes e determinou o trânsito em julgado, permitindo inclusive que as prisões sejam executadas antes de qualquer tentativa de apresentação desse recurso.
Além de Bolsonaro, Ramagem e Torres, o grupo central da tentativa de golpe inclui:
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
Augusto Heleno, ex-ministro do GSI
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
Walter Braga Netto, general e ex-ministro
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, colaborador da PF e já cumprindo pena domiciliar de 2 anos
Todos, com exceção de Cid, aguardavam o fim da fase recursal para início da execução das condenações.
Apesar da conclusão deste processo, Bolsonaro já está detido desde sábado (22) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por ordem de Moraes em outro inquérito. A prisão preventiva foi decretada após a PF identificar dois elementos:
Danificação da tornozeleira eletrônica que ele usava enquanto cumpria prisão domiciliar;
Indícios de possível fuga, reforçados pela convocação de uma vigília religiosa na porta de sua casa, feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Para Moraes, o conjunto dos fatos sugeria uma possível tentativa de evasão, em linha com movimentações anteriores de aliados do ex-presidente.
A defesa, por sua vez, sustenta que Bolsonaro sofreu um episódio de “confusão mental” decorrente de interação medicamentosa e nega qualquer intenção de fuga.
Ainda na segunda-feira (24), a Primeira Turma do STF decidiu, de forma unânime, manter a prisão preventiva do ex-presidente.
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