Opinião
Por Redação
15 de novembro de 2025 às 07:53 ▪ Atualizado há 2 meses
O secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, avaliou que transformar facções criminosas em organizações terroristas seria “a alternativa mais inviável” no enfrentamento à violência no Brasil. A discussão ganhou força após a megaoperação realizada no Rio de Janeiro, em outubro, que terminou com mais de 120 mortos, e após a Operação Carbono Oculto 86, que interditou 49 postos de combustíveis.
Secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas. Foto: Divulgação/SSP-PI
No Congresso Nacional, o PL insiste em avançar com o chamado PL Antifacção, que inclui organizações criminosas na legislação antiterrorismo. A proposta está nas mãos do relator, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SC).
Em declaração dada nesta sexta-feira (14), Chico Lucas afirmou que o tema foi capturado por interesses políticos e criticou a postura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
“O governador precisa decidir se defende ou não a autonomia dos estados. O que vemos é a politização de um assunto extremamente sério, que exige coerência, serenidade e compromisso com a população — não um palanque erguido sobre sangue e morte”, disse.
Outro ponto em discussão no Parlamento é a PEC da Segurança Pública, que pretende integrar as forças de segurança em âmbito nacional. A proposta ainda divide os governadores.
Para Chico Lucas, a PEC e o PL podem trazer avanços importantes.
“A PEC é fundamental porque constitucionaliza o Fundo de Segurança, e o PL Antifacção estabelece punições mais rígidas para crimes praticados por facções estruturadas. No Piauí, conseguimos manter o controle, mas, se o PL for aprovado, teremos mais instrumentos para enfrentar esses grupos”, afirmou.
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