AVANÇOS
Por Redação
18 de setembro de 2025 às 11:04 ▪ Atualizado há 2 meses
O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles, participou nesta quarta-feira (18), em Fortaleza (CE), da COP Nordeste – Nordeste Protagonista da Transição Ecológica, onde foi divulgado o resultado da chamada pública de projetos da Nova Indústria Brasil (NIB). No Piauí, as propostas apresentadas somam R$ 9,2 bilhões em demanda por crédito.
Rafael Fonteles celebra R$ 9,2 bi em propostas do Piauí na Chamada Nordeste. Foto: Juliana Oliveira Os recursos estão voltados para áreas estratégicas, como hidrogênio verde (R$ 4,7 bilhões), data centers verdes (R$ 3,9 bilhões), transição energética com foco em armazenamento (R$ 253,9 milhões), bioeconomia voltada para fármacos (R$ 58,8 milhões) e setor automotivo e de máquinas agrícolas (R$ 27,2 milhões). Outras propostas, inscritas em mais de um tema, totalizam R$ 128 milhões.
A Chamada Nordeste foi realizada em parceria com os bancos públicos federais (BNDES, BNB, BB, Caixa e Finep), com apoio da Sudene e do Consórcio Nordeste.
“O BNDES fez, com as instituições parceiras e o Consórcio do Nordeste, um grande esforço de viagens e encontros empresariais percorrendo todos os estados da região Nordeste para apresentar a chamada de projetos. O resultado foi extraordinário e apontou o enorme potencial da região. Nosso compromisso é que os projetos consistentes serão atendidos, mesmo que para isso a gente tenha que elevar os valores inicialmente alocados para essa chamada. Sob orientação do presidente Lula, o banco está de mãos dadas com o Nordeste para transformar boas ideias em oportunidades concretas”, disse o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, Aloizio Mercadante.
Ao destacar a relevância dos resultados da chamada pública da Nova Indústria Brasil (NIB), o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, ressaltou o potencial da região e o impacto dos investimentos previstos para impulsionar setores estratégicos.
“A Chamada Nordeste mostra a força da nossa região e a confiança dos investidores no papel estratégico que o Nordeste terá na Nova Indústria Brasil. É um passo importante e concreto para avançarmos em setores de futuro, como hidrogênio verde, energias renováveis e bioeconomia”, pontua o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara.
Para Rafael Fonteles, que também participou da 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid), o protagonismo nordestino no debate ambiental e energético tem impacto nacional e internacional.
Governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT) participa da 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid). Foto: Andrea Pinheiro/Ascom Sudene “Este é um momento importante de reafirmar o potencial do Nordeste para a transição energética, a transformação ecológica, a neoindustrialização e para a valorização dos nossos biomas, especialmente a Caatinga, que pode dar uma grande contribuição no enfrentamento às mudanças climáticas”, ressaltou o governador do Piauí.
A Chamada Nordeste recebeu 246 propostas dos nove estados da região, que juntas somam R$ 127,8 bilhões em solicitações de financiamento, quase 13 vezes acima da estimativa inicial de R$ 10 bilhões. Os projetos se concentram em cinco áreas estratégicas, sendo transição energética (54 projetos, R$ 15,3 bilhões), bioeconomia (44, R$ 5,4 bilhões), hidrogênio verde (32, R$ 54,3 bilhões), data centers verdes (35, R$ 16,9 bilhões) e setor automotivo e máquinas agrícolas (40, R$ 25,2 bilhões). Outras 41 propostas envolveram mais de um tema e totalizam R$ 10,4 bilhões.
Os números também revelam o dinamismo do setor produtivo nordestino, 88% das propostas contaram com a participação de pequenas e médias empresas (PMEs), 73% envolveram cooperação com instituições de ciência e tecnologia e cerca de 30% foram apresentadas em consórcio. As propostas seguem agora para avaliação até 28 de novembro, depois disso, os projetos selecionados receberão suporte conjunto das instituições financeiras, que irão estruturar os instrumentos de apoio mais adequados.
IA e educação
ECONOMIA
Brasília
MUDANÇAS
MUDANÇA
DECISÃO