Política

Decisão

Prefeitura barra projetos de saúde aprovados na Câmara; autores dizem que vão reapresentar propostas

Prefeito também apontou interferências em competências exclusivas do Executivo, especialmente na organização interna da rede de saúde.

Por Redação

18 de novembro de 2025 às 15:33 ▪ Atualizado há 2 meses


Câmara Municipal de Teresina e prefeito Sílvio Mendes. Foto: Colagem Lupa1
Câmara Municipal de Teresina e prefeito Sílvio Mendes. Foto: Colagem Lupa1

A Prefeitura de Teresina decidiu vetar totalmente dois projetos de lei aprovados pela Câmara Municipal, ambos ligados à área da saúde. As propostas tratavam da ampliação da prioridade em exames para diabéticos ou hipertensos e da criação de um canal permanente de apoio psicológico para mães atípicas. Os vetos foram mantidos pelos vereadores durante a sessão desta terça-feira (18).

 Câmara Municipal de Teresina e prefeito Sílvio Mendes. Foto: Colagem Lupa1Câmara Municipal de Teresina e prefeito Sílvio Mendes. Foto: Colagem Lupa1   

Silvio Mendes (União Brasil) sustentou que as duas iniciativas impunham obrigações à administração municipal sem previsão orçamentária e sem estudo técnico que demonstrasse viabilidade. O prefeito também apontou interferências em competências exclusivas do Executivo, especialmente na organização interna da rede de saúde.

Autora do projeto relacionado à prioridade nos exames, a vereadora Ana Fidelis afirmou que vai trabalhar em uma nova versão do texto. Ela argumentou que a intenção é garantir mais acesso a pacientes vulneráveis e reforçou que continuará tentando aprimorar a legislação.

O vereador Roncalli Filho, que propôs a criação de um atendimento psicológico remoto e gratuito, disponível 24 horas para mães de crianças com deficiência ou necessidades especiais, declarou que já conversou com o prefeito e que buscará outro caminho para implementar o serviço. A ideia inicial previa atendimento por profissionais e voluntários, conectando famílias a uma rede de apoio.

No veto ao projeto de Ana Fidelis, a gestão municipal ressaltou que a proposta modificaria regras de uma lei de 2023 e geraria novas responsabilidades operacionais para o sistema de saúde, algo que só poderia ser proposto pelo Executivo.

Já a justificativa do veto ao projeto de Roncalli Filho destacou a ausência de indicação de recursos para financiar o serviço. A Prefeitura argumentou que a medida criaria despesas permanentes e demandaria estrutura específica, sem que o texto definisse de onde viriam os recursos.

Com os vetos confirmados, os vereadores avaliarão ajustes para tentar reapresentar as iniciativas em versões que atendam às exigências legais da Prefeitura.