Coletiva
Por Redação
26 de novembro de 2025 às 15:44 ▪ Atualizado há 2 meses
A Secretaria Municipal de Educação viveu nesta manhã um dos episódios mais delicados de sua história recente. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão dentro da própria pasta, especificamente nos setores de Recursos Humanos e Financeiro como parte de uma investigação que apura possíveis irregularidades em contratos de terceirização e indícios de lavagem de dinheiro envolvendo empresas prestadoras de serviço.
PF na SEMEC: secretário municipal Ismael Silva comenta operação em coletiva de imprensa - Foto: Lupa1 Durante a coletiva concedida após a operação nesta quarta-feira (25), o atual secretário de Educação, Ismael Silva, afirmou que “as investigações devem ser conduzidas” e destacou que, no contexto da terceirização, o foco das autoridades federais recai sobre áreas responsáveis pelo acompanhamento dos contratos e pela liberação dos pagamentos.
Segundo ele, o setor de Recursos Humanos é quem monitora a execução dos contratos da mão de obra terceirizada, enquanto o Financeiro processa os pagamentos correspondentes. Além da Secretaria, os mandados também alcançaram empresas terceirizadas e pessoas com vínculos passados com a administração pública, consideradas pela PF como alvos centrais da investigação.
Embora detalhes operacionais ainda não tenham sido divulgados oficialmente, Silva confirmou que há suspeitas preliminares de um esquema de lavagem de dinheiro operado por meio de empresas de fachada, registradas em endereços residenciais e sem atividade compatível com os serviços declarados. Essas empresas teriam recebido pagamentos tanto de terceirizadas quanto de indivíduos atualmente investigados.
“A Polícia Federal está conduzindo as investigações sobre essa lavagem de dinheiro”, afirmou o secretário.
Questionado sobre a continuidade dos serviços prestados, Ismael respondeu que as empresas investigadas seguem contratadas pela administração municipal e, em alguns casos, também pela administração estadual. Para ele, é preciso aguardar o avanço das investigações antes que qualquer medida administrativa seja tomada:
“Estamos em fase de investigação, e a secretaria não tem a responsabilidade de tomar decisões sobre rescisão contratual neste momento”, disse.
Ele reiterou que apenas uma determinação judicial ou apontamentos formais dos Tribunais de Contas, seja o estadual ou o da União podem exigir ruptura imediata dos contratos.
O secretário lembrou ainda que algumas das empresas sob investigação já haviam sido citadas pela Polícia Civil na Operação Gabinete de Ouro, o que amplia o escopo das suspeitas sobre práticas ilícitas.
Para Silva, o episódio lança nova sombra sobre uma área que já enfrenta desafios crônicos:
“É lamentável que uma situação tão grave tenha ocorrido na educação municipal, que já enfrentou dificuldades significativas, tanto de infraestrutura quanto de recursos que poderiam ter sido aplicados em benefício da educação infantil.”
Enquanto a Polícia Federal aprofunda diligências e coleta documentos, o clima interno é de apreensão e expectativa. Até o momento, não há determinação judicial para suspensão ou cancelamento de contratos. A tendência é que a Secretaria adote postura de cautela, aguardando a evolução das investigações antes de qualquer ação administrativa mais dura.
Nos bastidores, porém, cresce a pressão política para que a Prefeitura apresente respostas rápidas e medidas de integridade capazes de conter danos à imagem da gestão.
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