Política

INVESTIGAÇÃO

Margarete cobra posição de Rafael após operação da PF na secretaria de saúde

Também cobrou a paralisia do governo em não afastar servidores sob suspeita, inclusive os responsáveis por licitações.

Por Redação

08 de outubro de 2025 às 11:07 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • Margarete Coelho criticou o governador Rafael Fonteles pela suposta omissão nas investigações da Polícia Federal.
  • Operações OMNI e Difusão visam desmantelar esquemas na Secretaria Estadual de Saúde do Piauí.
  • Coelho questiona a falta de inquéritos administrativos e a não suspensão de servidores sob suspeita.
  • Alerta para o risco de continuidade das irregularidades e manutenção de contratos suspeitos.
  • A empresa Big Data Health está sob investigação com contratos em vigor que totalizam R$ 63,2 milhões.
  • Criticou o uso excessivo de dispensas de licitação no governo estadual.
  • Sugeriu a suspensão de contratos com empresas investigadas.

Margarete cobra posição de Rafael após operação da PF na secretaria de saúde - Foto: Lupa1
Margarete cobra posição de Rafael após operação da PF na secretaria de saúde - Foto: Lupa1

A pré-candidata a governadora Margarete Coelho (Progressistas) postou um vídeo, na noite desta terça-feira (07), onde faz duras críticas a respeito do que considera omissão do governador Rafael Fonteles (PT) em relação às investigações da Polícia Federal.

Margarete Coelho critica marketing do governo e diz que Piauí real “não é o da propaganda” - Foto: TV Lupa1 

Há cerca de uma semana, a PF, juntamente com a Controladoria Geral da União, deflagrou as operações OMNI e Difusão, que visavam desmantelar esquemas criminosos milionários envolvendo contratos referentes à Secretaria Estadual de Saúde no Piauí (Sesapi), do Governo do Estado.

Margarete Coelho disse estranhar que o governo estadual não tenha aberto inquéritos administrativos-disciplinares para investigar a participação de servidores nos desvios, que, segundo a PF e a CGU, somam mais de R$ 66 milhões.

Também cobrou a paralisia do governador em não afastar servidores sob suspeita, inclusive aqueles responsáveis por licitações, que por estarem sob investigação podem ter sido feitas sem a devida transparência e legalidade.

Ela também afirmou que existe risco de continuidade de irregularidades e desvios em razão de o governo não atuar para estancar a sangria dos cofres públicos pela corrupção. E lembrou serem graves os indícios de roubo do dinheiro público e mesmo assim o governo agir como se nada tivesse acontecido, com os contratos sob suspeita mantidos.

EMPRESA BIG DATA HEALTH

Há dois casos específicos com a empresa Big Data Health Ltda., sob investigação da PF e CGU, que seguem em vigência, um com a Secretaria de Segurança, no valor de R$ 9,1 milhões; outro com R$ 54,1 milhões – este o que PF e CGU investigam e cujos termos preveem reajuste de até 25% do valor inicial contratado, ou seja, podem ser pagos a mais até R$ 13,5 milhões.

A ex-deputada criticou ainda o uso excessivo de dispensas de licitação no governo estadual, o que, para ela, pode ser uma ponta bastante larga para permitir desvios de recursos públicos.

Além disso, sugere que o governo deveria suspender contratos com empresas investigadas pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União, a bem do interesse público.