Tragédia
Por Redação
10 de novembro de 2025 às 16:50 ▪ Atualizado há 2 meses
Em apenas seis meses, a política parnaibana foi marcada por uma sequência de tragédias inédita em sua história recente. A morte de três representantes públicos em exercício; os vereadores Bruno Vasconcelos e Thiciano Ribeiro e o vice-prefeito Darllan Barros mergulhou Parnaíba em um cenário de consternação e instabilidade política.
Luto: Parnaíba enfrenta a perda de três líderes políticos em seis meses - Foto: Reprodução O episódio mais recente ocorreu na noite de quarta-feira (05), quando Darllan Barros, de 47 anos, faleceu após passar mal em casa. O vice-prefeito chegou a ser atendido no Hospital Regional Dirceu Arcoverde (Heda), mas não resistiu. Conhecido pela atuação pragmática e pela capacidade de articulação, Darllan era considerado uma das principais lideranças emergentes no litoral piauiense.
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Reprodução A perda se soma a outras duas mortes que já haviam abalado o município em ainda este ano. Em abril, o vereador Bruno Vasconcelos, "o Brunão", de 40 anos, morreu em Teresina em decorrência de complicações após uma cirurgia bariátrica. Bruno mantinha uma relação transparente com seus eleitores, expondo publicamente a luta contra a obesidade e a hipertensão, e era reconhecido pelo trabalho voltado à saúde pública e ao bem-estar social.
A vaga deixada por Brunão foi ocupada por Thiciano Ribeiro, que, apenas quatro meses depois, teve a vida interrompida de forma brutal. Em agosto, o vereador foi assassinado a tiros no Centro de Teresina, ao lado da namorada, Penélope de Brito, comandante da Guarda Civil de Parnaíba. O principal suspeito do crime, o ex-marido de Penélope, Francisco Fernando Castro, também guarda municipal, foi preso em flagrante poucas horas após o duplo homicídio.
As três perdas sucessivas expõem um período de vulnerabilidade para a política local, tanto pela ausência de lideranças quanto pelo impacto emocional sobre a população. Um vazio institucional, a cidade enfrenta um desgaste simbólico, marcado por uma sensação coletiva de luto e descontinuidade.
Parnaíba, segundo maior colégio eleitoral do Piauí e polo econômico da região norte do Piauí, agora busca recompor suas forças diante de um ano que ficará registrado pela sucessão de tragédias. A ausência de Bruno, Thiciano e Darllan deixa não apenas lacunas nos cargos, mas também na representação de uma geração política que se consolidava.
“É um ciclo de perdas que transcende o campo político. São vidas ceifadas e projetos interrompidos. A cidade inteira sente esse vazio”, declarou um parlamentar local.
Com a morte de Darllan Barros, encerra-se um semestre de dor e perplexidade. Para muitos, 2026 ficará marcado como o “ano de luto da política parnaibana” — um período em que a sucessão de fatalidades ultrapassou os limites da tragédia individual e se tornou um símbolo de fragilidade institucional e humana.
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