Política

Tragédia

Luto: Parnaíba enfrenta a perda de três líderes políticos em seis meses

A ausência de Bruno, Thiciano e Darllan deixa não apenas lacunas nos cargos, mas também na representação de uma geração política que se consolidava.

Por Redação

10 de novembro de 2025 às 16:50 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • Em seis meses, Parnaíba enfrentou a morte de três políticos: dois vereadores e o vice-prefeito.
  • Em abril, o vereador Bruno Vasconcelos faleceu após complicações de uma cirurgia bariátrica.
  • Thiciano Ribeiro, que substituiu Bruno, foi assassinado em agosto, junto com sua namorada.
  • O vice-prefeito Darllan Barros morreu após passar mal em casa, destacando-se por sua articulação política.
  • As mortes geraram instabilidade política e emocional na população de Parnaíba.
  • A cidade, importante polo eleitoral e econômico, busca se recuperar das perdas.
  • O período foi marcado como "ano de luto" devido ao impacto simbólico e institucional dessas perdas.

Luto: Parnaíba enfrenta a perda de três líderes políticos em seis meses - Foto: Reprodução
Luto: Parnaíba enfrenta a perda de três líderes políticos em seis meses - Foto: Reprodução

Em apenas seis meses, a política parnaibana foi marcada por uma sequência de tragédias inédita em sua história recente. A morte de três representantes públicos em exercício; os vereadores Bruno Vasconcelos e Thiciano Ribeiro e o vice-prefeito Darllan Barros mergulhou Parnaíba em um cenário de consternação e instabilidade política.

 Luto: Parnaíba enfrenta a perda de três líderes políticos em seis meses - Foto: ReproduçãoLuto: Parnaíba enfrenta a perda de três líderes políticos em seis meses - Foto: Reprodução   

O episódio mais recente ocorreu na noite de quarta-feira (05), quando Darllan Barros, de 47 anos, faleceu após passar mal em casa. O vice-prefeito chegou a ser atendido no Hospital Regional Dirceu Arcoverde (Heda), mas não resistiu. Conhecido pela atuação pragmática e pela capacidade de articulação, Darllan era considerado uma das principais lideranças emergentes no litoral piauiense.

Antes de sua partida, Darllan publicou em sua redes sociais vários indícios de decepção em repúdio a ataques contra vereadores, o que contrasta com o posicionamento da gestão atual:

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A perda se soma a outras duas mortes que já haviam abalado o município em ainda este ano. Em abril, o vereador Bruno Vasconcelos, "o Brunão", de 40 anos, morreu em Teresina em decorrência de complicações após uma cirurgia bariátrica. Bruno mantinha uma relação transparente com seus eleitores, expondo publicamente a luta contra a obesidade e a hipertensão, e era reconhecido pelo trabalho voltado à saúde pública e ao bem-estar social.

A vaga deixada por Brunão foi ocupada por Thiciano Ribeiro, que, apenas quatro meses depois, teve a vida interrompida de forma brutal. Em agosto, o vereador foi assassinado a tiros no Centro de Teresina, ao lado da namorada, Penélope de Brito, comandante da Guarda Civil de Parnaíba. O principal suspeito do crime, o ex-marido de Penélope, Francisco Fernando Castro, também guarda municipal, foi preso em flagrante poucas horas após o duplo homicídio.

As três perdas sucessivas expõem um período de vulnerabilidade para a política local, tanto pela ausência de lideranças quanto pelo impacto emocional sobre a população. Um vazio institucional, a cidade enfrenta um desgaste simbólico, marcado por uma sensação coletiva de luto e descontinuidade.

Parnaíba, segundo maior colégio eleitoral do Piauí e polo econômico da região norte do Piauí, agora busca recompor suas forças diante de um ano que ficará registrado pela sucessão de tragédias. A ausência de Bruno, Thiciano e Darllan deixa não apenas lacunas nos cargos, mas também na representação de uma geração política que se consolidava.

“É um ciclo de perdas que transcende o campo político. São vidas ceifadas e projetos interrompidos. A cidade inteira sente esse vazio”, declarou um parlamentar local.

Com a morte de Darllan Barros, encerra-se um semestre de dor e perplexidade. Para muitos, 2026 ficará marcado como o “ano de luto da política parnaibana” — um período em que a sucessão de fatalidades ultrapassou os limites da tragédia individual e se tornou um símbolo de fragilidade institucional e humana.