JULGAMENTO
Em entrevista na manhã desta segunda-feira (24), a juíza Maria Junia Feitosa Bezerra Fialho detalhou o procedimento da audiência de instrução e julgamento que apura a atuação da vereadora Tatiana Medeiros, do namorado Alandilson Cardoso Passos e de outros sete réus da Operação Escudo Eleitoral. Ela ressaltou que não pode comentar o conteúdo do processo.
Juíza detalha procedimentos da audiência que julga vereadora Tatiana Medeiros. Foto: TV Lupa1 “Essa é a fase inicial de instrução do processo e nós vamos, agora, começar a apurar as provas. Houve uma denúncia formulada pelo Ministério Público, que apresentou provas e testemunhas, e hoje serão colhidas essas provas, porque todas as provas produzidas na fase inquisitorial, na fase de inquérito, precisam ser confirmadas em juízo, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa”, explicou.
A magistrada explicou que serão ouvidas as testemunhas da acusação, depois as da defesa e, por último, ocorrerá o interrogatório dos réus. Não há previsão de horário para encerramento, apenas para o início dos trabalhos, que começam com a oitiva das testemunhas indicadas pelo Ministério Público.
“Primeiro vamos ouvir as testemunhas arroladas na denúncia, depois as testemunhas arroladas na defesa e, por último, o interrogatório dos réus. É tão somente o que a gente pode falar”, informou a juíza.
Ao todo, 12 testemunhas serão ouvidas. A audiência marca a fase inicial de instrução, dedicada à coleta de provas, garantindo contraditório e ampla defesa.
A entrada de cinegrafistas não foi permitida no local da audiência, medida adotada para evitar tumulto e preservar a imagem dos envolvidos.
Tatiana foi presa no dia 3 de abril de 2025, durante a Operação Escudo Eleitoral, deflagrada pela Polícia Federal. Ela teve a prisão convertida em domiciliar em junho, após apresentar problemas de saúde. Já Alandilson está custodiado no sistema prisional do Piauí, cumprindo RDD após ter sido flagrado se comunicando com a vereadora por meio de telefone celular enquanto ambos estavam presos.
Vereadora Tatiana Medeiros (PSB) e Alandilson Cardoso Passos - Foto: Reprodução O casal é acusado de usar a ONG “Instituto Vamos Juntos”, presidida pela mãe da vereadora, como fachada para a compra de votos, distribuição de cestas básicas e promessas de emprego, em troca de apoio eleitoral. A entidade registrou aumento de mais de 1.180% na movimentação financeira em 2024.
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