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Dr. Pessoa diz desconhecer ex-vereadores investigados em sua gestão

Ex-gestor também afirmou que afastou quem foi flagrado com irregularidades: "Coloquei pra fora uns cinco".

Por Redação

14 de outubro de 2025 às 16:06 ▪ Atualizado há 2 meses


Prefeito de Teresina, Dr Pessoa
Prefeito de Teresina, Dr Pessoa

Em entrevista exclusiva à TV Lupa1, nesta terça-feira (14), o ex-prefeito declarou não conhecer os parlamentares citados nas investigações. “Desconheço esses ex-vereadores. Não sei quem são”, afirmou Dr. Pessoa ao ser questionado sobre os nomes dos envolvidos.

A Polícia Civil do Piauí conduz uma investigação que envolve dois ex-vereadores de Teresina em um suposto esquema de desvio de recursos públicos, com indícios de crimes como rachadinha, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A apuração ocorre no âmbito da Operação Interpostos, que mira práticas ilícitas durante a gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa, entre 2021 e 2024.

 Prefeito de Teresina, Dr PessoaPrefeito de Teresina, Dr Pessoa   

Ainda durante a entrevista, o ex-gestor disse ter tomado medidas ao identificar qualquer indício de irregularidade na administração municipal. 

“Coloquei pra fora uns cinco. Sempre que alguém era flagrado em algo errado, afastávamos imediatamente”, garantiu.

A Operação Interpostos ocorre paralelamente à Operação Gabinete de Ouro, que levou à prisão de Suelene da Cruz Pessoa, conhecida como Sol Pessoa, ex-chefe de gabinete da Prefeitura

Segundo a polícia, ela seria a responsável por coordenar o esquema de movimentações financeiras ilícitas envolvendo servidores, empresários e terceirizados.

Dr. Pessoa também reforçou que Suelene não tem qualquer grau de parentesco com ele, tratando-se apenas de coincidência no sobrenome. 

Em nota, o ex-prefeito reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência durante o período em que esteve à frente do Executivo Municipal.

As investigações continuam sob sigilo, e até o momento não houve prisões relacionadas diretamente aos ex-vereadores. 

Segundo a Polícia Civil, os indícios surgiram após o Coaf detectar movimentações financeiras atípicas, incluindo R$ 14 milhões movimentados por um dos investigados entre 2020 e 2023.