Decisão do STF
Por Redação
22 de novembro de 2025 às 12:49 ▪ Atualizado há 2 meses
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (22) que a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), gera “profunda perplexidade”. Bolsonaro foi detido em casa, em Brasília, por volta das 6h. A medida não tem prazo para terminar e foi tomada, segundo Moraes, para assegurar a ordem pública.
Ex-presidente Bolsonaro e seu advogado - Foto: Reprodução Na decisão, o ministro afirmou que havia indícios de tentativa de obstrução às medidas judiciais, citando a convocação de uma vigília de apoiadores na porta do condomínio do ex-presidente, organizada com o objetivo de impedir a ação policial. Moraes também registrou que Bolsonaro teria violado a tornozeleira eletrônica às 0h08 deste sábado, o que configuraria risco de fuga. Ele mencionou ainda a proximidade da residência do ex-presidente com embaixadas estrangeiras e a fuga recente de aliados, como o deputado Alexandre Ramagem e a deputada Carla Zambelli.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses pelo crime de tentativa de golpe de Estado, mas a prisão deste sábado não está relacionada diretamente à condenação, que ainda aguarda o fim dos recursos.
Como a pena é superior a oito anos, o ex-presidente deve iniciar o cumprimento em regime fechado após o trânsito em julgado. Com isso, a prisão preventiva tende a ser seguida pela prisão definitiva nos próximos dias.
Na nota divulgada, os advogados afirmam que a decisão de Moraes estaria baseada exclusivamente na convocação de uma vigília de orações.
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada na manhã de hoje, causa profunda perplexidade, principalmente porque, conforme demonstra a cronologia dos fatos, está calcada em uma vigília de orações, diz o texto.
A defesa também argumenta que Bolsonaro estava em casa, utilizando tornozeleira eletrônica e sob monitoramento policial, o que, segundo eles, afastaria o risco de fuga mencionado pelo ministro.
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