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Investigação

CPI do Déficit investiga desapropriações em visita à Caixa em Teresina nesta segunda

Vereador Dudu explicou que a comissão está na fase final dos trabalhos e que a visita à Caixa busca reunir elementos técnicos que subsidiem o relatório final.

Por Redação

20 de outubro de 2025 às 15:11 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • A CPI do Déficit da Câmara Municipal de Teresina, também chamada de CPI do Rombo, investiga desapropriações de imóveis que teriam somado cerca de R$ 100 milhões entre 2021 e 2024.
  • Nesta segunda-feira (20), a comissão visita a Superintendência da Caixa Econômica Federal em Teresina para entender os critérios de avaliação e compra de terrenos.
  • Na terça-feira (21), a CPI se encontrará com o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) para obter informações sobre contratos de obras realizadas na administração anterior.
  • O vereador Dudu destaca que a comissão está na fase final dos trabalhos e busca consolidar dados para elaborar um relatório preciso.
  • O relatório final da CPI pretende esclarecer a população sobre um déficit de R$ 3 bilhões anunciado pela atual gestão municipal.
  • A investigação também busca compreender as obras financiadas por empréstimos, contando com o apoio e credibilidade do Tribunal de Contas.

Vereador Dudu - Foto: Lupa1
Vereador Dudu - Foto: Lupa1

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Déficit, da Câmara Municipal de Teresina, também conhecida como CPI do Rombo, realiza nesta segunda-feira (20), às 14h, uma visita à Superintendência da Caixa Econômica Federal na capital. Já na terça-feira (21), os membros da comissão têm encontro agendado com o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI). As diligências fazem parte da etapa final da investigação sobre desapropriações de imóveis realizadas pela Prefeitura, que teriam somado cerca de R$ 100 milhões entre os anos de 2021 e 2024. Vereador Dudu - Foto: Lupa1Vereador Dudu - Foto: Lupa1 

O vereador Edilberto Borges (PT), mais conhecido como Dudu, informou que na semana anterior, a CPI se reuniu com os secretários municipais de Planejamento e Finanças em busca de informações sobre a situação orçamentária do município. Agora, o foco da apuração se volta para os critérios utilizados na avaliação e compra de terrenos.

“Na Caixa, vamos buscar entender os parâmetros utilizados para aquisição de imóveis, já que a instituição possui experiência nesse tipo de operação e conta com corpo técnico qualificado. Há indícios de que quase R$ 100 milhões foram usados na compra de terras em Teresina, mas os dados apresentados até agora pelos depoentes da CPI ainda deixam lacunas. Precisamos fazer o cruzamento dessas informações para obter clareza”, afirmou o parlamentar.

Dudu explicou que a comissão está na fase final dos trabalhos e que a visita à Caixa busca reunir elementos técnicos que subsidiem o relatório final.

“Estamos consolidando os dados para que o relatório da CPI do Déficit reflita com precisão os pontos investigados. As aquisições de terras são um dos eixos centrais dessa apuração. Precisamos de números consistentes e embasados tecnicamente para apresentar um documento que esteja à altura da responsabilidade que nos foi dada”, declarou.

O vereador também mencionou que o relatório final pretende oferecer à população uma visão mais clara sobre o déficit de R$ 3 bilhões, anunciado pela atual gestão municipal no início do mandato.

“Ainda temos um prazo legal até o final de novembro, mas estamos empenhados em concluir antes. Queremos entregar um relatório que aponte com mais precisão a real situação financeira da Prefeitura, indo além da estimativa inicial de um rombo bilionário”, completou.

Encontro com o TCE-PI

Na terça-feira (21), os integrantes da CPI têm agenda marcada com o presidente do TCE-PI, conselheiro Kennedy Barros.O objetivo é obter informações sobre contratos e obras de infraestrutura realizadas na administração anterior, especialmente as financiadas por empréstimos.

“Esse encontro segue a mesma linha de apuração, mas com foco em outra área: as obras executadas nos últimos anos, principalmente aquelas que foram financiadas. O Tribunal de Contas, com sua experiência e credibilidade, é um parceiro fundamental para esclarecer esses pontos”, concluiu Dudu.