Política

Sobrevivência

Cálculo e sobrevivência: os bastidores da disputa pela "cadeira" em 2026 no Piauí

O interlocutor ouvido pela matéria sintetiza o momento: não é o partido que define a rota, é a conta.

Por Redação

25 de novembro de 2025 às 17:51 ▪ Atualizado há 2 meses


Cálculo, desconforto e sobrevivência: os bastidores da disputa pela "cadeira" em 2026 no Piauí - Foto: Lupa1
Cálculo, desconforto e sobrevivência: os bastidores da disputa pela "cadeira" em 2026 no Piauí - Foto: Lupa1

Nos bastidores da sucessão estadual, o Piauí  vive um jogo silencioso e cada vez mais apertado para definir quem caberá na lista de candidatos em 2026. A conta é simples e, ao mesmo tempo, cruel: os partidos trabalham com a projeção de eleger o máximo de deputados, por exemplo o MDB, seis cadeiras já estão, na prática, comprometidas com nomes tradicionais da sigla. O restante virou um território de disputa dura, onde cada detalhe pesa, inclusive o fato de não ser convidado.

 Cálculo, desconforto e sobrevivência: os bastidores da disputa pela Cálculo e sobrevivência: os bastidores da disputa pela "cadeira" em 2026 no Piauí - Foto: Lupa1  

A TV Lupa1 ouviu um deputado estadual que hoje "circula" entre diferentes legendas e que não escondeu certo incômodo com o clima interno. O parlamentar, que procurou abrigo temporário no Partido Verde, relatou ter ido por iniciativa própria.


 “Eu só me senti chateado porque não fui um convidado. Eu mesmo fui até o Partido Verde e fui muito bem recebido, mas o fato de não ter sido convidado me deixou chateado”, desabafou.

O desconforto revela uma fissura pouco comentada publicamente, mas evidente: com um quadro robusto de políticos experientes e caciques de volta ao jogo, a disputa interna ganha contornos de sobrevivência política. O próprio parlamentar admite:


“No fim das contas, estamos em modo de sobrevivência. Cada um quer garantir a sua cadeira.”

Quem fica, quem sai e quem sobra

A matemática eleitoral pressiona veteranos e novatos. Se permanecerem no partido nomes já "consolidados", o espaço se estreita ainda mais. E é aí que o tabuleiro pode virar.

A eventual saída de algum desses quadros rearranja completamente o desenho para 2026, reduzindo riscos para uns e ampliando oportunidades para outros. Nos corredores da sigla, ninguém admite oficialmente mudanças, mas o clima é de expectativa. Quem observa de perto garante que ainda há tempo para recuos, trocas e migrações, tudo condicionado ao famoso “cálculo político”, expressão repetida à exaustão entre os parlamentares.

A lógica do cálculo político

O interlocutor ouvido pela reportagem sintetiza o momento: não é o partido que define a rota, é a conta.


 “Voltando aos cálculos, o que mais importa agora não é a sigla, são os cálculos políticos.”

Essa lógica ajuda a explicar porque MDB, PT e outras legendas do bloco governista têm intensificado conversas, sondagens e convites não oficiais. Cada deputado quer garantir posição em uma chapa competitiva, evitando cair em uma nominata superpovoada onde o risco de ficar de fora aumenta.

2026: um tabuleiro em aberto

Com o governo movimentando seu arco de alianças e siglas tentando abrigar diferentes interesses, o cenário para 2026 deve ser marcado por deslocamentos estratégicos. A disputa, mais do que ideológica, será aritmética. E, nesse jogo, quem não for convidado faz suas próprias visitas, mesmo que isso cause ruído e chateações ao longo do caminho. Falando em ruído, segundo um cacique, já está tudo alinhado. 

Pelo menos, por enquanto.