Política

INVESTIGAÇÃO

"Atentado contra a segurança nacional", diz Charles Pessoa sobre execução do delegado Ruy Ferraz

Delegado ressaltou a indignação gerada pelo assassinato e a necessidade de mudanças na legislação.

Por Redação

16 de setembro de 2025 às 12:36 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e secretário de Administração de Praia Grande, foi assassinado a tiros.
  • O crime gerou repercussão nacional, sendo considerado um "atentado contra a segurança nacional" por Charles Pessoa.
  • Fontes era conhecido por seu combate ao crime organizado e investigações sobre o PCC.
  • Desde a aposentadoria, Fontes trabalhava na administração municipal.
  • Charles Pessoa destacou a importância de Fontes e a necessidade de mudanças na legislação para combater facções criminosas.
  • O crime gerou indignação e destaca riscos enfrentados por policiais que combatem o crime organizado.

"Atentado contra a segurança nacional", diz Charles Pessoa sobre execução do delegado Ruy Ferraz - Foto: Reprodução
"Atentado contra a segurança nacional", diz Charles Pessoa sobre execução do delegado Ruy Ferraz - Foto: Reprodução

O assassinato a tiros de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e atual secretário de Administração de Praia Grande, ocorrido na noite desta segunda-feira (15), gerou repercussão nacional.

 "Atentado contra a segurança nacional", diz Charles Pessoa sobre execução do delegado Ruy Ferraz - Foto: Reprodução   

Fontes atuou por mais de 40 anos no combate ao crime organizado, destacando-se como pioneiro nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde sua aposentadoria, em janeiro de 2023, exercia funções na administração municipal.

O delegado Charles Pessoa, ex-coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) no Piauí, comentou o caso, destacando o impacto do crime no contexto da segurança pública.

“Não foi um homicídio qualquer, foi um atentado contra a segurança pública nacional. Tivemos o privilégio de aprender com ele sobre combate às facções criminosas. Ao longo desses 16 anos, já presenciamos execuções de policiais civis, militares, penais e guardas municipais simplesmente por decidirem enfrentar a criminalidade organizada”, afirmou Pessoa.

O delegado ressaltou a indignação gerada pelo assassinato e a necessidade de mudanças na legislação.

“Até quando pais e mães de família serão executados por apenas decidirem trabalhar e combater essas facções? É necessário aprimorar a legislação brasileira para tratar esses criminosos de forma adequada, evitando que situações como esta voltem a acontecer”, completou.

Assista ao vídeo: