Análise
Por Redação
15 de novembro de 2025 às 14:48 ▪ Atualizado há 2 meses
A manhã deste sábado (15) entregou uma cena que nem de longe poderia passaria despercebida: três vereadores que passaram meses investigando a gestão municipal na CPI do Rombo, “martelando”números, convocando secretários e dramatizando sessões, surgiram tranquilamente ao lado do próprio prefeito Sílvio Mendes em agenda nesta manhã.
A obra que revelou o verdadeiro rombo: o da coerência - Foto: Instagram Esta semana, ao ser entregue o relatório final da CPI, o prefeito não economizou ironia: disse que o destino mais adequado para o documento seria “jogar no Rio Parnaíba”. A frase, naturalmente, não caiu do nada, ela veio carregada de intenção política, de desprezo calculado.
Mais irônico que o prefeito foi justamente a presença de três vereadores durante a vistoria à Via Sul, junto a parlamentares da direita com presença de Sílvio Mendes.
A cena falava por si: quem ontem investigava, hoje acompanhava obra; quem antes acusava, agora caminhava sob o sol com o gestor; quem bradou contra supostas irregularidades, agora fotografava entrega de infraestrutura.
Se o relatório da CPI buscava encurralar a gestão, a imagem do trio (Luis André, Juca Alves e Daniel Carvalho) foi o oposto: um “prato pronto” para o prefeito que pode ter enxergado ali a contradição perfeita para desmontar o “peso” do documento.
A visita ocorreu justamente na reta final da primeira etapa da Via Sul, que já está 95% concluída e será entregue em fevereiro. Um cenário conveniente para Silvio: enquanto a oposição tenta ecoar acusações do relatório, ele posa no canteiro de obras, aponta avanços e ainda dispara provocações.
Fica o registro: no jogo político, há relatórios que tentam pressionar gestores e há imagens que, em segundos, pressionam narrativas. Hoje, a foto do prefeito caminhando ao lado de três parlamentares da CPI do Rombo valeu mais que páginas e páginas de conclusões.
E o Parnaíba, caso alguém siga a sugestão de Silvio, que se prepare: pode estar prestes a receber mais um documento político à deriva.
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