Risco de fuga
Por Redação
22 de novembro de 2025 às 09:13 ▪ Atualizado há 2 meses
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso preventivamente na manhã deste sábado (22), foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde permanecerá em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades que ocuparam cargos de alta relevância, como chefes do Executivo.
Superintendência da Polícia Federal em Brasília - Foto: Reprodução A sala destinada a Bolsonaro é composta por mesa, cadeira, cama de solteiro e banheiro privativo. O ambiente também possui ar-condicionado, janela, armário e frigobar. Caso o ex-presidente permaneça no local pelos próximos dias, sua defesa poderá solicitar autorização à PF e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para levar itens adicionais, como equipamentos eletrônicos, livros e objetos pessoais.
Salas desse tipo já foram utilizadas anteriormente por outras autoridades, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer, durante períodos em que ficaram sob custódia da Polícia Federal em diferentes estados.
A prisão preventiva de Bolsonaro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou o cumprimento do mandado na manhã deste sábado. O ex-presidente foi detido em sua residência e transferido diretamente para a sede da PF em Brasília, onde realizou os primeiros procedimentos legais.
Segundo a decisão judicial, a medida foi motivada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente na noite anterior. Para Moraes, a mobilização indicou possível tentativa de uso de apoiadores para dificultar a fiscalização das medidas impostas pela Justiça, incluindo a prisão domiciliar que Bolsonaro já cumpria.
O ministro também apontou risco de fuga, afirmando que episódios recentes envolvendo aliados, além de informações obtidas durante investigações anteriores, reforçaram a necessidade da prisão preventiva.
A PF informou, em nota, que o mandado foi cumprido conforme determinação do STF. Bolsonaro permanece sob custódia enquanto avança o processo que apura violações de medidas cautelares.
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