Decisão
Por Redação
03 de dezembro de 2025 às 18:20 ▪ Atualizado há 2 dias
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira (03) a prisão preventiva do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União).
STF determina prisão preventiva do presidente da Alerj por suspeita de interferir em investigação da PF - Foto: Reprodução
A medida atende a um pedido da Polícia Federal, com apoio da Procuradoria-Geral da República, e inclui o afastamento imediato do deputado da chefia do Legislativo fluminense.
A PF investiga a suspeita de que Bacellar teria atuado para dificultar o cumprimento de mandados da Operação Zargun, que apura o vazamento de informações sigilosas relacionadas a ações contra o ex-deputado Thiago Santos Silva, o “TH Joias”, apontado como ligado ao Comando Vermelho.
De acordo com o inquérito, dados sigilosos da operação teriam sido antecipados, permitindo que o investigado retirasse objetos de seu imóvel e trocasse de telefone antes da ação policial, realizada em setembro de 2025. Conversas extraídas pela PF indicam que Bacellar teria sido alertado sobre as movimentações.
Para Moraes, os elementos apresentados são graves e apontam risco de continuidade das interferências, com possível influência no Executivo estadual. As suspeitas envolvem organização criminosa, obstrução de investigação e violação de sigilo.
Além da prisão do presidente da Alerj, o ministro autorizou buscas em endereços relacionados aos investigados, incluindo áreas da própria Assembleia.
O assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado, acusado de auxiliar TH Joias a evitar o cumprimento de mandados, não foi preso, mas terá que cumprir medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno, entrega do passaporte e restrição ao uso de redes sociais.
A decisão determina ainda a oitiva dos investigados pela PF, a análise de materiais apreendidos e o compartilhamento de dados com o Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Órgãos estaduais também deverão fornecer documentos e registros de acesso solicitados.
A ordem foi expedida no âmbito da Petição 14969, ligada à ADPF 635, que trata de ações de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro. A Alerj será notificada para decidir sobre a manutenção da prisão, conforme prevê a Constituição.
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