DECISÃO DO STF
Por Redação
24 de novembro de 2025 às 09:40 ▪ Atualizado há 2 meses
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta segunda-feira (24), julgamento virtual que decidirá se o ex-presidente Jair Bolsonaro continuará preso. Ele foi detido no sábado (22), por volta das 6h, em sua residência, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, após a Polícia Federal constatar a adulteração de sua tornozeleira eletrônica.
Bolsonaro é preso pela Polícia Federal - Foto: Ton Molina / STF No despacho, o ministro cita três fatores principais: uma violação registrada na tornozeleira eletrônica do ex-presidente, o risco de fuga associado à convocação de uma vígilia feita por Flávio Bolsonaro e a localização do condomínio, próximo a embaixadas estrangeiras.
Um vídeo divulgado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na noite de sexta-feira (21) levou à decretação da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na gravação, oparlamentar convoca apoiadores para permanecerem em frente ao condomínio Solar 2, em Brasília, onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar desde agosto, alegando que seria uma vigília “pela saúde” e pela “volta da democracia”. O ato estava marcado para começar às 19h deste sábado (22).
O ministro informou que, às 0h08 deste sábado, foi registrado um alerta de violação na tornozeleira eletrônica de Bolsonaro. Ele afirmou ainda que a vigília convocada por Flávio Bolsonaro poderia servir para dificultar a fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar pela Polícia Federal e pela Polícia Penal do Distrito Federal.
“Constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, afirmou o ministro.
Na audiência de custódia realizada no início da tarde deste domingo (23), Bolsonaro confirmou que mexeu na tornozeleira eletrônica. O ex-presidente disse que "teve uma certa paranoia de sexta para sábado em razão de medicamentos que foram receitados por médicos diferentes e que interagiram de forma inadequada".
Os medicamentos apontados são o anticonvulsivante Pregabalina e o antidepressivo Sertralina.
Após a prisão, Bolsonaro foi conduzido à sede da Polícia Federal em Brasília, onde permanece em sala de Estado, espaço reservado a autoridades que exerceram cargos de alta representação. Ele segue sob custódia enquanto evoluem as investigações sobre o descumprimento de medidas cautelares e possível tentativa de obstrução da Justiça.
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