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Ministério da Saúde confirma 225 registros de intoxicação por metanol no Brasil

Dados são enviados diariamente ao ministério pelos CIEVS estaduais até as 16h, e a atualização é publicada nos canais oficiais a partir das 17h.

Por Redação

06 de outubro de 2025 às 09:08 ▪ Atualizado há 2 meses


Ministério da Saúde atualiza casos de intoxicação por metanol no Brasil. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF
Ministério da Saúde atualiza casos de intoxicação por metanol no Brasil. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Dados divulgados neste domingo (05) pelo Ministério da Saúde registram 225 casos de intoxicação por metanol relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas, entre confirmados e em investigação. Os Centros de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS) estaduais enviam as informações ao ministério diariamente até as 16h, e a atualização é publicada nos canais oficiais a partir das 17h.

 Ministério da Saúde confirma 113 casos de intoxicação por metanol no Brasil. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DFMinistério da Saúde confirma 225 casos de intoxicação por metanol no Brasil. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF   

Em todo o País, são 16 casos confirmados e 209 em investigação. Do total de registros, 192 são em São Paulo (14 confirmados e 178 em investigação). 

O Ceará notificou o primeiro caso suspeito. Ao todo, são 13 estados com casos notificados: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Os estados da Bahia e Espírito Santo tiveram os casos registrados descartados.

Quanto à notificação de óbitos, o País tem 15 registros, com dois óbitos confirmados no estado de São Paulo e 13 em investigação (7 em SP, 3 em PE, 1 no MS, 1 em PB e 1 no CE).

Emergência médica

O metanol é uma substância tóxica e imprópria para o consumo humano, podendo causar cegueira irreversível e até levar à morte. Os principais sintomas devido à intoxicação por metanol podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância, e se assemelham aos da ingestão de álcool comum, como náuseas e dor abdominal, mas podem evoluir rapidamente para visão turva, convulsões e coma.

Diante desses sinais, o paciente deve procurar o atendimento médico no serviço de emergência mais próximo a sua casa para investigação diagnóstica e tratamento adequado. 

Orientações 

Durante visita ao Piauí neste sábado (04), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou para o risco de intoxicação por metanol em bebidas destiladas adulteradas e orientou a população a evitar o consumo de produtos sem origem comprovada. Segundo ele, os casos registrados envolvem garrafas violadas, e não embalagens metálicas. No Piauí, não há casos confirmados até o momento.

“Eu digo, como ministro da Saúde e como médico, que nesse momento se evite ingerir bebidas destiladas, sobretudo aquelas em que a garrafa é feita com a rosca. Os comerciantes, ao comprarem um produto como esse, estejam mais atentos nesse momento, tenham certeza da origem dessa compra. Se tiver qualquer dúvida sobre as características do lacre, pode consultar no Ministério da Agricultura. Lá tem as informações, porque quem vistoria a produção e a comercialização é a área da agricultura”, recomenda Padilha.

 Em Teresina, ministro Padilha atualiza dados sobre intoxicação por metanol. Foto: TV Lupa1Em Teresina, ministro Padilha atualiza dados sobre intoxicação por metanol. Foto: TV Lupa1   

Antídoto

O ministro afirmou que o Governo Federal tem garantido em toda a rede Sistema Único de Saúde (SUS), o etanol farmacêutico para ser usado como antídoto em casos suspeitos de intoxicação por metanol. 

 Antídoto contra infecção por metanol. Foto: Divulgação/Governo de SPAntídoto contra infecção por metanol. Foto: Divulgação/Governo de SP   

Nesta primeira remessa, foram enviadas 580 ampolas a cinco estados:

  • 240 para Pernambuco,
  • 100 para o Paraná,
  • 90 para a Bahia,
  • 90 para o Distrito Federal,
  • 60 para Mato Grosso do Sul.

As unidades distribuídas fazem parte das 4,3 mil ampolas entregues aos estoques do SUS pelos hospitais universitários federais, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).