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INVESTIGAÇÃO

Médico 'influencer' vira réu por venda de 'remédio fake'; avião foi apreendido

Médico e influenciador com 750 mil seguidores é acusado de liderar a fraude na produção e venda clandestina da tirzepatida.

Por Redação

27 de novembro de 2025 às 14:36 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • Gabriel Almeida, médico e influenciador digital, é indiciado pela Polícia Federal na Operação Slim.
  • Acusado de liderar uma organização criminosa que vendia tirzepatida falsificada, um medicamento injetável para emagrecimento.
  • A operação incluiu buscas e apreensões em diversos locais, incluindo um consultório em São Paulo.
  • O medicamento era produzido de forma clandestina, sem registro da Anvisa, representando risco à saúde.
  • Apreendidos bens de alto valor, como carros, relógios e um avião, relacionados ao grupo.
  • A quadrilha usava marketing digital para vender o produto ilegal.
  • A empresa que possui a patente do medicamento alertou as autoridades.
  • Os acusados enfrentarão acusações de falsificação, corrupção e organização criminosa.
  • A Polícia Federal continua investigando para determinar o impacto à saúde pública e à economia.

Médico 'influencer' vira réu por venda de 'remédio fake'; avião foi apreendido - Foto: Divulgação
Médico 'influencer' vira réu por venda de 'remédio fake'; avião foi apreendido - Foto: Divulgação

O médico e influenciador digital Gabriel Almeida é um dos principais indiciados pela Polícia Federal (PF) na Operação Slim, deflagrada nesta quinta-feira (27).

 

 Médico 'influencer' vira réu por venda de 'remédio fake'; avião foi apreendido - Foto: DivulgaçãoMédico 'influencer' vira réu por venda de 'remédio fake'; avião foi apreendido - Foto: Divulgação   

Almeida, que construiu uma grande base de seguidores nas redes sociais com foco em emagrecimento, é acusado de ser o líder da organização criminosa que produzia e comercializava de forma clandestina a tirzepatida, princípio ativo de medicamentos injetáveis.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos locais ligados ao médico, incluindo seu consultório de luxo em São Paulo. A PF apurou que Almeida e o grupo atuavam na produção e envase da substância em escala industrial, fora de qualquer padrão sanitário e sem o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A prática é considerada um grave risco à saúde pública, uma vez que o produto irregular era distribuído para consumidores de todo o país.

Apreensão de Bens de Alto Valor

O aprofundamento da investigação revelou a conexão entre a atuação ilegal e o enriquecimento do grupo. Entre os bens de alto valor apreendidos pela PF na residência de Gabriel Almeida e de outros envolvidos estão carros, relógios de luxo e até um avião. As apreensões visam garantir o ressarcimento dos valores obtidos com o esquema criminoso.

A Polícia Federal afirma que a quadrilha utilizava um forte aparato de marketing digital para promover a venda da tirzepatida falsificada, tentando dar uma aparência de legalidade à produção e manipulação proibidas pela legislação brasileira. A empresa detentora da patente do medicamento foi quem inicialmente alertou as autoridades sobre a fraude.

O médico e os demais acusados devem responder pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de organização criminosa. A PF continua a análise dos documentos e insumos apreendidos para detalhar a extensão do prejuízo à saúde pública e à economia.