Brasil

119 mortos; 4 eram policiais

Governador do Rio diz que apenas os policiais mortos na megaoperação são vítimas

Cláudio Castro avaliou como positiva a ofensiva contra o crime organizado. “A ação foi um sucesso”, disse.

Por Redação

29 de outubro de 2025 às 13:23 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O número atualizado de mortos durante a operação no Rio de Janeiro é de 119.
  • Entre os mortos, estão quatro policiais e 115 considerados "narcoterroristas".
  • A operação é a mais letal da história do estado.
  • Moradores encontraram 74 corpos na Serra da Misericórdia, uma área de mata.
  • O número de mortos foi atualizado após movimentações de corpos na região.
  • O governador Cláudio Castro afirmou que a contagem oficial inclui apenas corpos que chegam ao IML.
  • Castro considerou a operação um sucesso, com foco nos policiais mortos como vítimas.
  • A Polícia Civil continua investigando a identificação e as circunstâncias das mortes.

Corpos encontrados no Rio de Janeiro
Corpos encontrados no Rio de Janeiro

O governo do Rio de Janeiro atualizou, nesta quarta-feira (29), para 119 o número de mortos durante a megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha. De acordo com o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, entre as vítimas estão quatro policiais e “115 narcoterroristas”. A ação se tornou a mais letal da história do estado.

 Corpos encontrados no Rio de JaneiroCorpos encontrados no Rio de Janeiro   

A atualização ocorreu após moradores da Penha afirmarem ter encontrado pelo menos 74 corpos na região da Serra da Misericórdia, área de mata onde houve confrontos. Os corpos foram levados durante a madrugada para a Praça São Lucas, uma das principais vias do bairro.

Na terça-feira (28), o balanço oficial indicava 64 mortos, quatro agentes de segurança e 60 criminosos. Já pela manhã desta quarta, o governador Cláudio Castro confirmou 58 mortes em coletiva, sem esclarecer a diferença nos números. Mais tarde, a Polícia Civil consolidou o total de 119.

O governador declarou que a contagem oficial considera apenas os corpos que chegam ao Instituto Médico Legal (IML). 

“A nossa contabilidade conta a partir do momento que os corpos entram no IML. A Polícia Civil tem a responsabilidade enorme de identificar quem eram aquelas pessoas. Eu não posso fazer balanço antes de todos entrarem”, afirmou.

Castro avaliou como positiva a ofensiva contra o crime organizado. “A ação foi um sucesso”, disse, reforçando que, para o governo, apenas os quatro policiais mortos são considerados vítimas. As forças de segurança do estado seguem atuando na região e realizando novas varreduras.

A Polícia Civil ainda investiga a identificação dos mortos e as circunstâncias das mortes ocorridas durante a operação.