Saúde

EDUCAÇÃO MÉDICA

Câmara analisa suspensão de novos cursos privados de medicina

Projeto de lei propõe moratória de cinco anos e supervisão de instituições com baixo desempenho

Teresinha Ferreira

09 de julho de 2026 às 13:18 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Projeto de Lei 1165/26 propõe suspender por cinco anos a abertura de novos cursos privados de medicina e a expansão de vagas nos existentes.
  • Durante a moratória, o Poder Executivo deve supervisionar instituições com baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), avaliando e reestruturando-as.
  • Após a moratória, a abertura de cursos e vagas será autorizada por seleção pública conforme a demanda.
  • Instituições públicas que atendem aos critérios de qualidade estão isentas da moratória.
  • O projeto exige que a oferta de cursos siga as regras do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), com critérios como rede assistencial, capacidade para atividades práticas e qualificação dos preceptores.
  • A proposta visa interromper a expansão desordenada de cursos de baixa qualidade.
  • No último Enamed, 99 cursos de medicina tiveram baixo desempenho, e o projeto prevê medidas como proibição de novas vagas e reestruturação forçada.
  • Em casos graves de reincidência, pode haver suspensão de turmas ou descredenciamento.
  • O projeto será discutido nas comissões de Educação, Saúde e Constituição e Justiça e de Cidadania, necessitando de aprovação na Câmara e no Senado para se tornar lei.

Câmara analisa suspensão de novos cursos privados de medicina

O Projeto de Lei 1165/26, em análise na Câmara dos Deputados, visa suspender por cinco anos a abertura de novos cursos privados de medicina e a expansão de vagas nessas graduações. Durante esta moratória, o Poder Executivo deve supervisionar instituições com desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizando avaliações presenciais e implementando medidas de reestruturação.

Após esse período, a abertura de cursos e novas vagas será autorizada por seleção pública conforme a demanda. Instituições públicas federais, estaduais e municipais que atenderem aos critérios mínimos de qualidade da proposta estão isentas da restrição.

O projeto estabelece que a oferta de cursos deve seguir as regras do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Os critérios incluem a existência de uma rede assistencial própria ou conveniada, capacidade para atividades práticas, além de infraestrutura e qualificação dos preceptores.

Conforme o deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), autor do projeto, a medida busca interromper a expansão desordenada de cursos de baixa qualidade, permitindo uma avaliação profunda do sistema.

No último Enamed, 99 cursos de medicina apresentaram desempenho insatisfatório. Para esses casos, o projeto prevê a proibição de novas vagas, redução gradual das existentes, apresentação de planos de reestruturação e supervisão intensiva.

Em caso de reincidência ou irregularidades graves, poderá haver suspensão do ingresso de novas turmas e até descredenciamento do curso se os problemas não forem resolvidos.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será avaliada pelas comissões de Educação, Saúde e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa de aprovação tanto na Câmara quanto no Senado.

Fonte: Agência Câmara