Brasil

CRIME ORGANIZADO

Matadores de Mariele Franco são alvos da PF por desvio de emendas parlamentares

Operação Emendatio, da Polícia Federal,apura esquema de desvio de recursos públicos

Da Redação

09 de julho de 2026 às 14:49 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Polícia Federal realizou a Operação Emendatio para investigar desvios de emendas parlamentares destinadas a OSCs no Rio de Janeiro.
  • Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão.
  • O ministro Alexandre de Moraes ordenou o bloqueio de R$ 100 milhões em bens.
  • Um dos alvos é o ex-deputado Chiquinho Brazão.
  • Raphael da Silva Gonçalves e Robson Calixto Fonseca também foram presos.
  • Recursos foram desviados usando pagamentos irregulares e empresas de fachada.
  • Investigações indicam superfaturamento e execução irregular de contratos.
  • Os investigados podem responder por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Foto: Redes Sociais Ex-deputado federal Chiquinho Brazão é alvo de nova operação da Polícia Federal
Ex-deputado federal Chiquinho Brazão é alvo de nova operação da Polícia Federal

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (9), a Operação Emendatio para apurar o desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares federais destinadas a organizações da sociedade civil (OSCs) no estado do Rio de Janeiro. Pelo menos 60 agentes cumpriram dois mandados de prisão preventiva, 21 mandados de busca e apreensão. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou também o bloqueio de R$ 100 milhões em bens e valores.

Entre os alvos está o ex-deputado federal Chiquinho Brazão. Também foram presos Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão, e Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, condenado pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Segundo a PF, parte dos recursos destinados às OSCs foi desviada por meio de pagamentos irregulares e empresas de fachada, utilizando mecanismos para ocultar a origem e o destino do dinheiro.

As investigações apontam ainda o uso de organizações, pessoas físicas e empresas para movimentar recursos e esconder patrimônio, além de indícios de superfaturamento, conluio em cotações de preços e execução irregular de contratos.

Os investigados poderão responder por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sem prejuízo de outros crimes que venham a ser identificados. A PF informou que a operação segue em andamento e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das investigações.

Fonte: Polícia Federal