Política

DIRETRIZES DE MIDIA

Projeto propõe diretrizes para reportagens sobre violência contra a mulher

Proposta busca equilibrar informação responsável e proteção das vítimas; tema está em análise na Câmara

Teresinha Ferreira

22 de julho de 2026 às 17:48 ▪ Atualizado há 43 minutos

Ver resumo
  • O Projeto de Lei 1008/26 busca novas diretrizes para a cobertura jornalística sobre violência contra mulheres.
  • Alinha responsabilidade informativa com a proteção das vítimas, sem comprometer a liberdade de imprensa.
  • Assinado pelo deputado Luiz Couto (PT-PB) e outros, propõe mudanças na Lei Maria da Penha.
  • Garante liberdade de expressão sem censura e exige inclusão de canais de denúncia nas coberturas.
  • Define padrões para proteger dados das vítimas e proíbe abordagens sensacionalistas.
  • Sugere boas práticas editoriais para ações ao vivo e emergenciais.
  • Introduz o Selo de Boas Práticas em Comunicação e o Comitê Consultivo de Boas Práticas.
  • Prevê um calendário para campanhas de comunicação e o Prêmio Nacional de Boas Práticas.
  • Destaca a necessidade de evitar narrativas que reforcem estigmas e sensação de impunidade.
  • Baseado em dados do Instituto Patrícia Galvão, alerta sobre enquadramentos narrativos inadequados.
  • Está em análise em várias comissões na Câmara dos Deputados e no Senado.
  • Tramita em caráter conclusivo, necessitando de aprovação para se tornar lei.

Agência Câmara Violência contra a mulher
Violência contra a mulher

O Projeto de Lei 1008/26 propõe estabelecer novas diretrizes para a cobertura jornalística da violência contra a mulher. O objetivo é alinhar a responsabilidade informativa à proteção das vítimas, preservando a liberdade de imprensa. A proposta, assinada pelo deputado Luiz Couto (PT-PB) e outros parlamentares, sugere alterações na Lei Maria da Penha.

O projeto inclui a garantia de liberdade de expressão sem censura prévia e exige a inclusão de blocos informativos com canais de denúncia nas coberturas temáticas. Além disso, estabelece padrões para proteger dados das vítimas, proíbe abordagens sensacionalistas e sugere boas práticas editoriais para ações ao vivo e emergenciais.

Uma das novidades é a criação do Selo de Boas Práticas em Comunicação, além do Comitê Consultivo de Boas Práticas, de caráter multissetorial. O Executivo poderá também definir um calendário nacional para campanhas de comunicação e instituir o Prêmio Nacional de Boas Práticas.

Segundo os parlamentares, a forma como o feminicídio é noticiado pode reforçar estigmas e aumentar a sensação de impunidade. Referindo-se ao dossiê do Instituto Patrícia Galvão, os autores alertam para o uso de enquadramentos narrativos inadequados que ignoram os marcadores sociais da violência.

O projeto está em análise nas comissões de Cultura, Comunicação, Defesa dos Direitos da Mulher, Finanças e Tributação, além de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta tramita em caráter conclusivo, precisando da aprovação por deputados e senadores para se tornar lei.

Fonte: Agência Câmara