Economia

RISCO FISCAL DOS CORREIOS

TCU alerta para risco fiscal dos Correios e cobra compensações

Tribunal aprova auditoria que destaca impacto financeiro da universalização postal.

Teresinha Ferreira

22 de julho de 2026 às 19:19 ▪ Atualizado há 40 minutos

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  • O TCU alertou o governo sobre riscos fiscais na universalização dos Correios.
  • Auditoria sobre o tema foi aprovada por unanimidade.
  • Universalização sem compensação clara pode comprometer finanças públicas.
  • Em 2024, o custo de manutenção será de R$ 4,6 bilhões.
  • Comparações feitas com outros programas públicos, como Farmácia Popular e PNAE.
  • A fragilidade das estratégias de compensação afeta operação dos Correios e finanças da União.
  • Um grande empréstimo de R$ 12 bilhões foi aprovado para reestruturação da estatal.
  • Medidas como desligamento voluntário e fechamento de agências foram anunciadas.
  • Correios decidiram não comentar a decisão do TCU.

Agência Brasil Correios
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O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou o governo federal sobre os riscos fiscais associados à universalização dos serviços dos Correios. Na quarta-feira (22), o plenário aprovou, por unanimidade, uma auditoria relacionada ao tema.

De acordo com o TCU, sem um “mecanismo explícito, estruturado e transparente de compensação de custos”, a universalização pode comprometer as contas públicas. Essa conclusão foi apresentada pelo ministro Benjamin Zymler, relator do caso.

Durante a leitura do voto, Zymler destacou que a manutenção da universalização postal custou R$ 4,6 bilhões em 2024. Ele comparou esse valor a outras políticas públicas, como o Programa Farmácia Popular e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O ministro pontuou que a falta de estratégias para compensar os custos da estatal fragiliza sua capacidade de operação, exigindo aporte da União.

Citado por Zymler, “esse quadro compromete a capacidade futura de pagamento dos Correios e amplia o risco fiscal para a União”, devido, entre outros fatores, a empréstimos garantidos pela União.

Em dezembro, foi aprovado um empréstimo de R$ 12 bilhões para ajudar na reestruturação financeira dos Correios. Além disso, medidas como um plano de desligamento voluntário e o fechamento de agências foram anunciadas para equilibrar as finanças.

Os Correios, questionados sobre a decisão do TCU, informaram que não vão se pronunciar.

Fonte: Agência Brasil