ECONOMIA INTERNACIONAL
Teresinha Ferreira
22 de julho de 2026 às 12:00 ▪ Atualizado há 2 horas
Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida atinge cerca de 20% das exportações do Brasil para o mercado americano.
Segundo a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Armcham Brasil), a estimativa de impacto varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões. Os setores mais atingidos incluem eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados.
Dos 2,3 mil produtos afetados, cerca de 700 estão isentos da tarifa, conforme superaram as previsões das negociações. O mercado dos EUA é crucial para as exportações brasileiras, respondendo por um quarto do setor de máquinas e equipamentos, com destaque para São Paulo e Santa Catarina, que concentram 52% do impacto.
A decisão dos EUA, liderada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), baseia-se em alegações de práticas comerciais “desleais” pelo Brasil. Os critérios incluem questões como pagamentos eletrônicos, desmatamento e proteção da propriedade intelectual.
O governo brasileiro rejeita as justificativas, considerando-as politicamente motivadas. Em resposta, planeja retomar programas de apoio aos setores afetados, incluindo financiamento e incentivo à diversificação de mercados.
A Apex-Brasil também anunciou um plano de R$ 130 milhões para ampliar exportações para regiões como a União Europeia e o Sudeste Asiático.
A Agência Brasil publicou análises especiais para debater os argumentos dos EUA, discutindo temas como o desafio do pix e as interpretações relacionadas às big techs.
Fonte: Agência Brasil
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