Economia

COMÉRCIO EXTERIOR

Impacto de tarifa dos EUA ao Brasil é limitado na balança comercial

Setores como máquinas e aço são os mais afetados pela medida, diz especialista.

Teresinha Ferreira

20 de julho de 2026 às 17:59 ▪ Atualizado há 10 horas

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  • O impacto das novas tarifas dos EUA nas exportações brasileiras é limitado e concentrado em setores específicos.
  • Setores como máquinas, aço, alumínio, calçados e automóveis serão os mais afetados.
  • As tarifas afetam apenas 18% das exportações brasileiras para os EUA.
  • No primeiro semestre de 2026, o Brasil teve um déficit de US$ 1,5 bilhão com os EUA, com uma queda de 12,8% nas trocas comerciais.
  • Os EUA representam menos de 10% das exportações totais do Brasil.
  • O superávit brasileiro é impulsionado pelas commodities, que não foram tarifadas.
  • A indústria nacional pode enfrentar maior concorrência internacional.
  • Especialistas sugerem resolver o conflito na OMC em vez de retaliações tarifárias bilaterais.

Agência Brasil As tarifas afetam apenas 18% das exportações brasileiras para os EUA
As tarifas afetam apenas 18% das exportações brasileiras para os EUA

O aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros trará um impacto restrito à balança comercial do Brasil. Especialistas apontam que setores específicos da indústria, que têm maior dependência do mercado americano, sentirão mais as consequências da medida.

De acordo com a Agência Brasil, segmentos como máquinas, aço, alumínio, calçados e automóveis estão entre os mais atingidos. As tarifas afetam apenas 18% das exportações brasileiras para os EUA, evitando um grande desequilíbrio no comércio.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) mostram que no primeiro semestre de 2026, o Brasil teve um déficit de US$ 1,5 bilhão com os Estados Unidos, mesmo com uma redução de 12,8% nas trocas comerciais bilaterais.

Lia Valls, do Instituto Brasileiro de Economia, reforça que os EUA representam hoje menos de 10% das exportações brasileiras, o que reduz o efeito macroeconômico da medida.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, destaca que o superávit comercial brasileiro é derivado das commodities, poupadas pelas novas tarifas.

Castro alerta que a indústria nacional, especialmente o setor manufatureiro, pode enfrentar maior concorrência internacional devido ao preço mais elevado de seus produtos no mercado americano.

Especialistas argumentam que retaliações tarifárias do Brasil aos EUA teriam efeito limitado e recomendam levar o caso à Organização Mundial do Comércio para resolver a questão de forma diplomática.

Fonte: Agência Brasil