Saúde

FISCALIZAÇÃO

São Marcos terá R$ 1,5 milhão e auditoria federal

Dez técnicos do DenaSUS devem chegar a Teresina até sexta-feira (24) para examinar as contas do hospital, que suspendeu a admissão de novos pacientes oncológicos pelo SUS

Teresinha Ferreira

21 de julho de 2026 às 07:10 ▪ Atualizado há 5 horas

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  • O Ministério da Saúde anunciou um repasse extraordinário de R$ 1,5 milhão ao Hospital São Marcos em Teresina.
  • Será realizada uma auditoria federal na unidade, referência em tratamento oncológico no Piauí.
  • A suspensão de novos pacientes pelo SUS deve-se à defasagem de valores pagos e desequilíbrio financeiro.
  • Auditores do DenaSUS chegarão a Teresina até 24 de julho para verificar o uso de recursos federais.
  • O repasse extraordinário visa avaliar a situação financeira e a utilização do dinheiro público no hospital.
  • A direção do hospital afirma precisar de mais R$ 4,2 milhões mensais além dos R$ 6 milhões já recebidos.
  • O atendimento de novos pacientes permanece suspenso, impactando a rede hospitalar do Piauí.

Hospital São Marcos O Hospital São Marcos é referência no tratamento contra o câncer
O Hospital São Marcos é referência no tratamento contra o câncer

O Ministério da Saúde anunciou, ontema (20 de julho), um repasse extraordinário de R$ 1,5 milhão ao Hospital São Marcos, em Teresina. A pasta também determinou a realização de uma auditoria federal na unidade, referência no tratamento de pacientes com câncer no Piauí.

A medida ocorre após o hospital suspender a admissão de novos pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A direção da instituição atribuiu a decisão à defasagem dos valores pagos pelos procedimentos oncológicos e ao desequilíbrio financeiro acumulado pela unidade. A decisão foi divulgada publicamente na manhã de segunda-feira. Representantes do ministério também participaram de uma reunião com integrantes da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina e da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi).

Auditores serão enviados a Teresina

Técncos do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) deverão chegar a Teresina até sexta-feira (24). Os auditores ficarão responsáveis pela análise da movimentação de recursos federais destinados ao Hospital São Marcos, dos procedimentos realizados pelo SUS e da regularidade dos repasses efetuados à instituição.

A fiscalização deverá confrontar informações financeiras, produção hospitalar, contratos, registros de atendimento e valores apresentados aos gestores do sistema público.  O procedimento deverá produzir um diagnóstico sobre o financiamento da unidade e verificar a regularidade da utilização do dinheiro público.

Repasse de R$ 1,5 milhão é extraordinário

Os  recurso são transferência extraordinárias anunciada pelo governo federal. extraordiários. A direção do São Marcos já havia informado que recebe aproximadamente R$ 5,1 milhões mensais por meio da União e da gestão municipal, além de cerca de R$ 900 mil provenientes do Governo do Piauí. Somados, os repasses públicos citados pelo hospital alcançam aproximadamente R$ 6 milhões por mês. A instituição, entretanto, sustenta que precisa de um acréscimo mensal de cerca de R$ 4,2 milhões para manter integralmente os serviços oncológicos prestados pelo SUS. Os números foram apresentados pelo próprio hospital e deverão ser confrontados com documentos durante a auditoria federal.

Atendimento de novos pacientes permanece como ponto central

O anúncio do recurso cria uma possibilidade de negociação, mas não significa retomada automática da admissão de novos pacientes. A suspensão atinge especialmente pacientes que ainda precisam iniciar o acompanhamento no São Marcos. A continuidade do tratamento das pessoas que já estavam cadastradas na instituição deve ser diferenciada da admissão de novos casos.

O impacto da crise ultrapassa Teresina. Como o São Marcos recebe pacientes encaminhados por municípios de diferentes regiões do Piauí, uma redução na capacidade de atendimento pode pressionar outros hospitais e ampliar o deslocamento de pessoas em busca de tratamento.

Fonte: Ministério da Saúde