Saúde

SAÚDE E MEDICINA

Anvisa aprova uso do medicamento Columvi para linfoma agressivo

Novo tratamento para linfoma foi registrado no Diário Oficial da União

Teresinha Ferreira

20 de julho de 2026 às 12:23 ▪ Atualizado há 22 horas

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  • Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe) da Roche para linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS).
  • Indicado para adultos com linfoma recidivante ou refratário, inelegíveis a transplante autólogo de células-tronco.
  • Columvi oferece alternativa terapêutica inovadora com anticorpo biespecífico.
  • Tratamento é intravenoso, sem necessidade de internação, com duração de cerca de 8,3 meses.
  • Estudos indicam redução de 41% no risco de morte e 50,3% dos pacientes alcançam remissão completa.
  • Estima-se que 4 mil casos anuais ocorram no Brasil, destacando a necessidade dessa nova terapia.

Agência Brasil Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Columvi (glofitamabe), medicamento da Roche para tratamento do linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (20).

O Columvi é indicado para adultos com linfoma recidivante ou refratário, que não respondem aos tratamentos convencionais. Este medicamento é uma opção para pacientes inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT).

De acordo com a Anvisa, o Columvi amplia as alternativas terapêuticas no Brasil, utilizando um anticorpo biespecífico que redireciona o sistema imune contra células cancerígenas. "O registro representa uma inovação na oncologia hematológica", afirmou a agência em nota.

A terapia, realizada por meio de aplicação intravenosa, não requer internação e tem um protocolo de duração de aproximadamente 8,3 meses. Estudos publicados na revista científica The Lancet indicam que o tratamento reduz o risco de morte em 41% comparado ao protocolo tradicional, com 50,3% dos participantes alcançando remissão completa da doença.

No Brasil, a estimativa da Roche é que cerca de 4 mil pessoas por ano sejam diagnosticadas com essa forma agressiva de linfoma, ressaltando a importância de novas terapias para o controle da doença.

Fonte: Agência Brasil