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OPERAÇÃO

Donos de postos suspeitos de fraude devem pagar fiança de R$ 162 mil para evitar prisão

Investigação apura esquema de “bomba baixa”, que teria reduzido a quantidade de combustível entregue aos clientes; imóveis de empresários foram alvos de buscas

Da Redação

21 de julho de 2026 às 14:53 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • Empresários de postos de combustíveis suspeitos de fraude terão que pagar fiança de R$ 162 mil para evitar a prisão.
  • Gerentes pagam fiança de R$ 16 mil.
  • A operação investiga fraude chamada “bomba baixa”, onde a quantidade de combustível registrada é maior que a fornecida.
  • Decisão de não prisão imediata é condicionada ao pagamento da fiança.
  • Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão no Piauí, São Paulo e Bahia.
  • Dez postos foram interditados, incluindo oito em Teresina, um em Parnaíba, e um em Capitão de Campos.
  • A polícia apreendeu celulares e materiais para investigar a fraude.
  • SSP-PI busca identificação dos responsáveis pela adulteração das bombas.
  • Alguns postos já tinham sido fiscalizados anteriormente por ANP e Procon.
  • Medidas investigatórias também ocorreram em imóveis de empresários na Bahia e São Paulo.
  • A operação continua para identificar outros envolvidos e confirmar fraudes contra consumidores.

SSP-PI SSP-PI deflagra operação interestadual para combater fraudes em postos de combustíveis
SSP-PI deflagra operação interestadual para combater fraudes em postos de combustíveis

Os empresários responsáveis pelos postos de combustíveis interditados por suspeita de fraudes durante uma operação da Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), nesta terça-feira (21), terão que pagar fiança de R$ 162 mil para evitar a prisão. De acordo com a polícia, os gerentes dos estabelecimentos terão uma fiança estabelecida em R$ 16 mil e devem ser pagas nas próximas horas.

A ação policial investiga uma possível fraude conhecida como “bomba baixa”, prática em que a bomba de abastecimento registra uma quantidade de combustível superior ao volume realmente entregue ao consumidor.

Segundo o delegado Matheus Zanatta, responsável pela investigação, a polícia decidiu não realizar prisões durante a operação porque foi adotada a medida de concessão de fiança. No entanto, caso os valores não sejam pagos dentro do prazo estabelecido, os investigados poderão ser presos.

A operação realizou 23 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Piauí, São Paulo e Bahia. No estado, dez postos foram interditados: oito em Teresina, um em Parnaíba e outro em Capitão de Campos.

Investigação busca identificar funcionamento da fraude

Durante a operação, equipes policiais apreenderam aparelhos celulares e outros materiais que podem ajudar a esclarecer como o suposto esquema funcionava.

De acordo com o delegado Matheus Zanatta, o objetivo agora é identificar os responsáveis pela adulteração dos equipamentos utilizados nas bombas de combustível e entender a participação de cada investigado.

A SSP-PI informou ainda que alguns dos postos envolvidos já tinham sido fiscalizados anteriormente por órgãos de controle, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).

Além das ações realizadas no Piauí, agentes cumpriram mandados em imóveis dos empresários responsáveis pelas redes de postos nos estados da Bahia e São Paulo.

Confira os postos interditados pela operação

Teresina

  • Posto Divino Petróleo Ltda. — Avenida Industrial Gil Martins, nº 3.220, bairro Três Andares;
  • Posto Mais (antigo Posto Mais Ceasa) — Avenida Henry Wall de Carvalho, nº 6.075, bairro Lourival Parente;
  • Soferro Combustíveis I — Avenida Doutor Josué Moura Santos, nº 725, bairro Aroeiras;
  • Posto Macaúba Ltda. — Avenida Miguel Rosa, nº 5.635, bairro Macaúba;
  • Auto Posto Express Ltda. — Avenida Barão de Castelo Branco, nº 1.889, bairro Cristo Rei;
  • Auto Posto Alpha Ltda. — Rua Professor Pires Gayoso, nº 1.141, bairro São João;
  • Auto Posto Nitro Ltda. — Avenida Odilon Araújo, nº 1.610, bairro Cidade Nova;
  • Viva Petróleo Ltda. — Avenida Santos Dumont, nº 491, bairro Pirajá.

Parnaíba

  • Posto Costa do Dendê 75 — Avenida Doutor João Silva Filho, nº 4.617.

Capitão de Campos

  • Auto Posto Ignite Ltda. — Avenida Santos Dumont, nº 378, Centro.

A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e reunir provas sobre a suposta manipulação das bombas de abastecimento. Caso confirmadas as irregularidades, os responsáveis poderão responder criminalmente pelas fraudes contra os consumidores.