Polícia

ROUBO DE REMÉDIOS

Polícia do Rio de Janeiro combate roubo de medicamentos

Operação Metástase mira organização criminosa que movimentou R$ 33 milhões

Teresinha Ferreira

21 de julho de 2026 às 10:41 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • A Operação Metástase visa desmantelar uma organização criminosa interestadual.
  • O grupo roubava e distribuía medicamentos oncológicos e imunossupressores, movimentando mais de R$ 33 milhões em um ano.
  • Empresas de fachada eram usadas para redistribuir produtos roubados.
  • Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em diferentes regiões do Rio de Janeiro e outros estados como São Paulo, Goiás e Pará.
  • Foi solicitado o bloqueio de R$ 30 milhões e o sequestro de bens para ocultação de lucros ilícitos.
  • A quadrilha já se envolveu em pelo menos 20 crimes nos últimos seis meses, vendendo produtos a preços abaixo do mercado.
  • Os medicamentos eram inseridos em instituições de saúde por meio de processos licitatórios irregulares.
  • A operação identificou o líder da quadrilha, responsável por extensos roubos de carga.
  • A atividade criminosa ameaça a saúde pública devido à possível perda de eficácia dos produtos mal armazenados.

Agência Brasil Combate a roubos de remédios
Combate a roubos de remédios

Policiais civis do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Metástase, nesta terça-feira (21), para desmantelar uma organização criminosa interestadual envolvida no roubo e distribuição de medicamentos oncológicos e imunossupressores.

A investigação revelou que o grupo movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano, usando empresas de fachada para redistribuir os produtos roubados. Mandados de busca e apreensão, assim como prisões, estão sendo cumpridos no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, na Baixada Fluminense e em estados como São Paulo, Goiás e Pará.

Foi solicitado o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de bens, como imóveis e veículos de luxo, usados para ocultar os lucros ilícitos. A polícia identificou uma rede altamente sofisticada, onde cada núcleo do grupo tinha um papel específico, desde o roubo até a redistribuição dos medicamentos.

As investigações apontam que a quadrilha já participou de pelo menos 20 crimes similares nos últimos seis meses. Os produtos eram reinseridos em instituições de saúde através de processos licitatórios irregulares. O esquema envolveu 25 empresas de fachada em vários estados.

Medicamentos roubados eram movimentados através de transportadoras e "laranjas", sendo vendidos a preços abaixo do mercado para instituições privadas e públicas. A operação identificou o líder da quadrilha, conhecido por um extenso histórico de roubos de carga.

De acordo com a investigação, a atividade criminosa não só causa prejuízos financeiros, mas também representa uma ameaça à saúde pública, já que produtos mal armazenados podem perder eficácia, comprometer tratamentos e ameaçar abastecimento de sistemas de saúde.

Fonte: Agência Brasil