Polícia

SOLTURA

Justiça solta dono da DF Group e outros oito presos no Piauí

Douglas Fonseca deixou a prisão na manhã deste domingo (19) e será monitorado por tornozeleira eletrônica; investigados deverão cumprir medidas cautelares

Teresinha Ferreira

19 de julho de 2026 às 16:22 ▪ Atualizado há 20 horas

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  • Douglas Fonseca Araújo, CEO da DF Group, foi solto da prisão e será monitorado por tornozeleira eletrônica.
  • A soltura foi decidida pela desembargadora Maria do Rosário de Fátima do Tribunal de Justiça do Piauí.
  • Ele deve cumprir medidas cautelares como não sair da comarca, comparecer às convocações judiciais e não ter contato com outros investigados.
  • Seu passaporte será retido, e a violação dessas medidas pode levar a nova prisão.
  • Douglas foi preso em 10 de julho de 2026, acusado de envolvimento em pirâmide financeira, mas alegações da defesa apontam falta de elementos novos para manutenção da prisão.
  • Investigação continua para apurar origem e destino dos recursos e determinar responsabilidades em suposto esquema fraudulento.

Reprodução/Redes sociais Douglas Fonseca Araújo, proprietário da empresa DF Group
Douglas Fonseca Araújo, proprietário da empresa DF Group

O empresário Douglas Fonseca Araújo, fundador e CEO da DF Group, deixou a prisão na manhã deste domingo, 19 de julho de 2026, em Teresina. A soltura foi determinada pela desembargadora plantonista Maria do Rosário de Fátima, do Tribunal de Justiça do Piauí.

Douglas Fonseca será monitorado por tornozeleira eletrônica e deverá cumprir uma série de medidas cautelares enquanto as investigações continuam. Ele havia sido preso no dia 10 de julho, durante uma operação da Secretaria de Segurança Pública do Piauí contra um suposto esquema de pirâmide financeira.

O horário exato em que o empresário deixou a unidade prisional não foi divulgado oficialmente. A saída foi confirmada durante a manhã pela defesa e noticiada pelos portais locais a partir das 11h10 deste domingo. Além de Douglas, a decisão judicial também beneficiou outros oito investigados que permaneciam presos

Ao todo, 12 pessoas foram apontadas como alvos da operação. Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo já haviam sido colocadas em liberdade. Tharsio Moura Soares de Gusmão não foi localizado durante o cumprimento dos mandados e, segundo as informações divulgadas pela imprensa, permanece na condição de procurado.

Tornozeleira e outras medidas cautelares

Com a decisão, Douglas Fonseca deverá usar tornozeleira eletrônica e cumprir determinações estabelecidas pela Justiça. Entre as medidas divulgadas estão a restrição de saída da comarca sem autorização, o comparecimento sempre que for convocado pelo juízo, a proibição de manter contato com outros investigados e a obrigação de comunicar eventual mudança de endereço.

O passaporte do empresário também deverá permanecer retido. O descumprimento das medidas poderá levar à adoção de novas providências judiciais, inclusive à decretação de outra prisão, dependendo da avaliação da Justiça. A concessão da liberdade provisória não representa absolvição nem encerramento do inquérito. Os investigados continuarão respondendo às apurações, mas fora da prisão e submetidos às medidas cautelares.

Defesa aponta ilegalidade na prisão

O advogado Djalma Filho, responsável pela defesa de Douglas Fonseca, afirmou que o Tribunal de Justiça reconheceu a inexistência de elementos novos que justificassem a manutenção da prisão preventiva. Segundo a defesa, a autoridade policial pediu a prorrogação da prisão temporária no dia 13 de julho e, dois dias depois, solicitou a conversão da medida em prisão preventiva, sem a apresentação de um fato novo que justificasse a alteração.

A manifestação representa a posição da defesa. Até a conclusão das investigações e eventual julgamento, os envolvidos são considerados inocentes, conforme determina a legislação brasileira.

Empresário havia sido solto e preso novamente

A situação jurídica de Douglas Fonseca sofreu diferentes alterações nos últimos dias. Após ser preso durante a operação de 10 de julho, ele chegou a obter uma decisão de liberdade por meio de habeas corpus.

Posteriormente, a prisão temporária foi convertida em preventiva, fazendo com que ele permanecesse detido. Neste domingo (19), uma nova decisão da Justiça autorizou sua saída, desta vez com monitoramento eletrônico e outras restrições.

Operação investiga suposto esquema financeiro

A operação contra a DF Group foi deflagrada em 10 de julho de 2026 pela Superintendência de Operações Integradas, ligada à Secretaria de Segurança Pública do Piauí.

Segundo a Polícia Civil,  Douglas Fonseca Araújo, CEO da DF Group, se apresentava como trader — profissional que compra e vende ativos financeiros, como ações, moedas e criptomoedas, com o objetivo de obter lucro com as oscilações do mercado. Ele afirmava ter mais de 14 anos de experiência e oferecia investimentos com a promessa de rentabilidade de até 10% ao mês.

Na prática, uma rentabilidade de 10% ao mês significa que um investimento de R$ 10 mil renderia R$ 1 mil em apenas um mês, totalizando R$ 11 mil. Se esse rendimento fosse mantido, em três meses o valor poderia superar R$ 13 mil, considerando os juros compostos. Especialistas alertam que promessas de ganhos elevados e constantes, como essa, costumam ser um sinal de alerta para possíveis golpes, já que não há investimentos de mercado que garantam esse tipo de retorno com segurança.

Investigação continua

Apesar das solturas, o inquérito permanece em andamento. A Polícia Civil deverá continuar analisando documentos, contratos, movimentações financeiras, aparelhos eletrônicos e outros materiais recolhidos durante a operação. O objetivo é esclarecer a origem e o destino dos recursos, identificar quantas pessoas efetivamente sofreram prejuízos e determinar a participação individual de cada investigado.

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Fonte: Meio News