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VÍDEO:Deputado prova que produtos baixaram preço no governo Lula e rebate Flávio Bolsonaro

Parlamentar recuperou encarte de 2022 e refez compras com produtos semelhantes para contestar declaração de que brasileiros perderam poder de compra no governo Lula

Da Redação

21 de julho de 2026 às 15:26 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • **Contexto**: O deputado Dimas Gadelha (PT-RJ) foi ao supermercado contestar alegações do senador Flávio Bolsonaro sobre o poder de compra no governo Lula.
  • **Alegações de Flávio Bolsonaro**: Em um vídeo, Flávio afirmou ter pago R$ 908,40 em uma compra e culpou o governo Lula pelos altos preços, citando produtos não básicos como picanha e Nutella.
  • **Comparação de Dimas Gadelha**: O deputado comparou preços de 2022 com os atuais, mostrando que alguns itens básicos, como arroz e feijão, estão mais baratos, enquanto outros, como café, subiram.
  • **Diferença de Preço**: A diferença total entre as cestas comparadas foi de R$ 2,27, aproximadamente 1,1%.
  • **Impacto do Salário Mínimo**: O salário mínimo subiu de R$ 1.212 em 2022 para R$ 1.621 em 2026, permitindo comprar mais cestas de produtos.
  • **Conclusão do Deputado**: Dimas destacou que, apesar das críticas, o poder de compra melhorou no governo atual, enquanto atribuiu algumas alegações de Flávio a "história para boi dormir".

Reprodução/Internet Dimas Gadelha comparou preços de produtos após vídeo de Flávio Bolsonaro
Dimas Gadelha comparou preços de produtos após vídeo de Flávio Bolsonaro

O deputado federal Dimas Gadelha (PT-RJ) foi a um supermercado no Rio de Janeiro para responder ao vídeo em que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que “o poder de compra do brasileiro acabou” durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para fazer a comparação, o parlamentar não utilizou apenas uma lembrança sobre os preços praticados durante o governo de Jair Bolsonaro. Dimas recuperou na internet um encarte do Supermercado Guanabara, válido entre os dias 12 e 15 de julho de 2022, e depois percorreu as prateleiras de uma unidade da mesma rede para verificar os valores atuais dos produtos.

A comparação feita pelo deputado apontou que alguns itens básicos ficaram mais baratos atualmente, enquanto outros tiveram aumento. Segundo ele, o resultado contraria a narrativa apresentada por Flávio Bolsonaro.

O carrinho de R$ 908 de Flávio Bolsonaro

No último domingo (19), Flávio publicou um vídeo em que aparece realizando compras em um supermercado localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ao passar pelo caixa, afirmou ter pago R$ 908,40 e atribuiu o valor ao governo Lula.

“Botei aqui no carrinho algumas coisas que, certamente, todo brasileiro precisa ter em casa. Pode variar uma marca ou outra, mas queria mostrar que não tem nem meio carrinho aqui. É uma compra que não vai durar muito para uma família de 3 a 4 pessoas”, declarou.

Segundo o senador, R$ 217,20 do total seriam referentes a impostos.

“Realmente o poder de compra do brasileiro acabou”, afirmou.

A compra apresentada por Flávio, no entanto, incluía produtos além dos itens considerados básicos, como uma peça de picanha de R$ 97,51, coração de alcatra de R$ 54,78, contrafilé de R$ 90,45, um pote de Nutella de 700 gramas por R$ 58,60 e um par de sandálias de R$ 21,98.

O senador também comparou os preços atuais com valores que, segundo ele, seriam de 2019, primeiro ano do governo Jair Bolsonaro. No entanto, a comparação não apresentou uma cesta idêntica, comprada no mesmo estabelecimento e nas mesmas condições.

Deputado recupera preços de 2022

Para realizar a comparação, Dimas Gadelha buscou um encarte do Supermercado Guanabara de julho de 2022 e verificou os preços dos mesmos produtos atualmente.

“Entrei no Google, pesquisei ‘encarte Guanabara julho de 2022’ e encontrei este encarte aqui, com as ofertas do período de 12 a 15 de julho de 2022. E você também pode fazer essa pesquisa. É muito fácil”, explicou.

Entre os produtos que, segundo o levantamento do deputado, estavam mais baratos agora estão:

  • arroz Ouro Nobre: de R$ 17,95 para R$ 16,95;
  • feijão Máximo: de R$ 7,29 para R$ 6,79;
  • açúcar Leão: de R$ 4,19 para R$ 3,19;
  • fubá Granfino: de R$ 3,89 para R$ 3,29;
  • filé de frango: de R$ 16,98 para R$ 15,47;
  • detergente Ypê: de R$ 2,29 para R$ 2,25.

Outros produtos apresentaram aumento. O café Pilão, por exemplo, passou de R$ 18,98 no encarte promocional de 2022 para R$ 26,90. O sabonete Lux subiu de R$ 1,99 para R$ 2,49, enquanto o creme dental Colgate passou de R$ 5,99 para R$ 7,49.

O papel higiênico Mimo também teve alta, passando de R$ 13,98 para R$ 17,30. Já a picanha saiu de uma promoção de R$ 79,98 em 2022 para R$ 88,90 fora de promoção.

Diferença no valor final foi de R$ 2,27

Após reunir os produtos, Dimas comparou o valor total da cesta nos dois períodos. Com os preços do encarte de julho de 2022, a compra custaria R$ 207,40. Atualmente, o mesmo conjunto de produtos chegou a R$ 209,67.

A diferença entre os valores foi de R$ 2,27, equivalente a aproximadamente 1,1%.

A comparação, porém, não significa que todos os alimentos estejam mais baratos ou que o custo de vida tenha deixado de pesar para as famílias brasileiras. Os preços variam conforme região, estabelecimento, marcas, períodos promocionais e outros fatores.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram oscilações nos preços dos alimentos. Em junho de 2026, a alimentação no domicílio apresentou queda, após alta registrada no mês anterior.

Salário mínimo também entrou na comparação

Além dos preços dos produtos, Dimas Gadelha também destacou a evolução do salário mínimo no período.

Em 2022, o piso nacional era de R$ 1.212. Em 2026, o valor chegou a R$ 1.621, representando um crescimento nominal de aproximadamente 33,7%.

Segundo o cálculo apresentado pelo deputado, em 2022 um salário mínimo comprava cerca de 5,8 cestas com valor de R$ 207,40. Atualmente, o mesmo salário permitiria adquirir aproximadamente 7,7 cestas de R$ 209,67.

A diferença também está relacionada à retomada da política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB).

Ao final do vídeo, Dimas afirmou:

“Você viu, né? Por mais que eles queiram te enganar, ficou claro que o seu poder de compra aumentou muito no governo Lula”.

E completou:

“O resto é história para boi dormir. É história de mentiroso”.

corrija: Deputado do PT mostra que produtos estão mais baratos no

Fonte: Revista Fórum