Política

URNAS

TSE desmente fornecimento de urnas pela Smartmatic ao Brasil

Flávio Bolsonaro divulgou informação falsa sobre urnas em evento recente

Teresinha Ferreira

22 de julho de 2026 às 14:03 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • O TSE confirmou que a Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ou software para eleições no Brasil.
  • A afirmação foi feita após o senador Flávio Bolsonaro divulgar informações falsas sobre o assunto.
  • Flávio Bolsonaro alegou que as urnas brasileiras seriam da Smartmatic sem apresentar provas.
  • O TSE desmentiu essa informação desde 2017, pois a Smartmatic nunca fabricou ou programou essas urnas.
  • As urnas são projetadas pela Justiça Eleitoral e fabricadas por empresas selecionadas através de licitações públicas.
  • A Smartmatic perdeu uma licitação para a Positivo em 2020.
  • Flávio Bolsonaro baseou suas afirmações em um relatório da CIA sobre eleições na Venezuela, que não confirmou fraudes.
  • Críticas afirmam que Bolsonaro está repetindo a estratégia desinformativa de seu pai.
  • A campanha de Flávio negou que ele tenha questionado a integridade do sistema eleitoral brasileiro, afirmando que ele mencionou apenas fatos divulgados.

Agência Brasil Urnas Eletrônicas
Urnas Eletrônicas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ou softwares para as eleições no Brasil. A declaração foi reiterada nesta terça-feira (22) após o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), disseminar informações falsas durante um evento.

Na segunda-feira (21), Bolsonaro afirmou que as urnas brasileiras seriam da Smartmatic, mas não proveu evidências. O portal Fato ou Boato do TSE já havia desmentido essa fake news desde 2017, destacando que a empresa nunca trabalhou na fabricação ou programação desses equipamentos.

As urnas brasileiras são projetadas por servidores da Justiça Eleitoral e fabricadas por empresas selecionadas através de licitações públicas, garantindo segurança e transparência. A Smartmatic participou de uma licitação para urnas em 2020, mas perdeu para a empresa Positivo.

Durante o evento "Debating Brazil", Flávio Bolsonaro tentou ligar a Smartmatic às urnas brasileiras, baseando-se num relatório da CIA sobre eleições na Venezuela que não confirmou fraudes eletrônicas. O TSE refuta essa associação desde 2017.

Críticas surgiram após a fala de Bolsonaro, vista como repetição da estratégia desinformativa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em resposta, a coordenação da campanha de Flávio negou que ele tenha questionado a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

De acordo com a campanha, Flávio relatou apenas fatos amplamente divulgados, sem intenção de descredibilizar o sistema eleitoral.

Fonte: Agência Brasil