CRIME
Por Redação
25 de setembro de 2025 às 10:20 ▪ Atualizado há 2 meses
Quatro pessoas foram presas nesta quinta-feira (25) durante a Operação “Jogo Sujo 3”, coordenada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), com o objetivo de investigar exploração de jogos de azar, crimes de organizações criminosas e lavagem de dinheiro em diferentes zonas de Teresina.
Alvos da operação: Empresária Nayanna Fonseca casal Dj Latina Gold e Dj Loboox, influencer Nathalya Therccia. Foto: Reprodução Redes Sociais Entre os alvos estão o casal Maria Vitória Silva de Sousa Lima, a Dj Latina Gold, e Domingos da Silva Ferreira, o Dj Loboox, que movimentaram cerca de 14 milhões de reais entre 2023 e 2025, a empresária Nayanna Fonseca e a influencer digital Nathalya Therccia Carlos Ribeiro.
“A nossa análise financeira apurou isso. Não justifica esse volume de dinheiro, de valores que entraram e saíram da conta dela [Maria Vitória]. A única justificativa é o jogo do tigre, que é uma contravenção penal, provando também a questão da lavagem de dinheiro. Foi apresentado junto ao Poder Judiciário e prontamente, tanto o Ministério Público quanto o Judiciário concordaram com a autoridade policial e decretaram essas prisões que foram feitas agora”, explicou o coordenador do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Humberto Mácola.
Maria Vitória Silva de Sousa Lima, a Dj Latina Gold, e Domingos da Silva Ferreira, o Dj Loboox. Foto: Reprodução Redes Sociais De acordo com a investigação, os alvos utilizavam fazem parte de estruturas criminosas especializadas, que utilizavam estratégias de marketing digital e perfis em redes sociais para promover, de forma ilegal, plataformas de apostas online e movimentar valores de origem duvidosa.
Segundo as apurações da DRCC, os suspeitos faziam uso de contas de demonstração, as chamadas “contas demo”, para simular ganhos fictícios, com o objetivo de atrair e enganar seguidores, induzindo-os a participarem de esquemas fraudulentos.
“É inadmissível que o trabalhador brasileiro acorda todo dia de manhã, soa para poder tirar o seu ponto de cada dia e pessoas cometendo crimes e contravenções, lavagem de dinheiro, movimenta em 9 milhões, 15 milhões, 50 milhões. Isso é inadmissível”, destacou o delegado.
A empresária Nayanna da Lima Fonseca, dona de uma loja de roupas foi presa no condomínio Terras Alphaville. No Instagram, seu perfil pessoal soma 68,9 mil seguidores, enquanto a página oficial da loja ultrapassa 327 mil.
“Olha, nós verificamos na investigação a criação de várias empresas fictícias justamente para receber esses valores e despachar esses valores, fazer esse fluxo, empresas com nome de terceiras pessoas, justamente para ocultar essa condição e valores que foram recebidos, inclusive para compra de casas, compra de carros, e tudo isso está dentro da investigação”, informou o delegado.
Empresária Nayanna da Lima Fonseca. Foto: Reprodução/Instagram De acordo com o delegado, no momento da prisão a investigada apresentou diferentes versões para justificar os crimes, inlsusive que também era viciada em jogos e estava passando por algumas dificuldades.
"No momento da prisão, a pessoa conta várias histórias, colocou em nome de terceiros porque estava passando por dificuldades que na verdade ela era viciada no jogo também que tudo que ganhou perdeu no jogo. Que tudo que ela conquistou foi de uma maneira lícita, mas a investigação não falha, se nós chegamos nesse ponto é porque a Polícia Civil tem todo um corpo probatório robusto para provar o que está dizendo ", completou o delegado.
Outro alvo da ação é a estudante de enfermagem Nathalya Therccia Carlos Ribeiro, que possui 44,9 mil seguidores e administra ainda um estúdio de beleza com mais de 4 mil seguidores.
Estudante de enfermagem Nathalya Therccia Carlos Ribeiro. Foto: Reprodução/instagram A Operação “Jogo Sujo 3” teve origem na fase anterior, quando surgiram informações que deram base para novas investigações. Segundo a Polícia Civil, outras operações ainda devem ser desencadeadas, em continuidade ao combate aos crimes investigados.
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